Sífilis Terciária: Manifestações e Período de Latência

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024

Enunciado

Considerando-se as doenças infecciosas, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O diagnóstico sorológico da leptospirose pode ser feito de 7-10 dias depois do início dos sintomas.
  2. B) A identificação de manchas de Koplik permitem o diagnóstico de mononucleose infecciosa.
  3. C) Em média, o período de incubação do sarampo é de 2-5 dias.
  4. D) Sífilis terciaria pode surgir entre 1 e 40 anos após o início da infecção.
  5. E) A menor transmissibilidade da coqueluche ocorre durante a fase catarral.

Pérola Clínica

Sífilis terciária → manifestações neurológicas, cardiovasculares ou gomosas, surgindo 1-40 anos pós-infecção primária.

Resumo-Chave

A sífilis terciária representa a fase mais tardia da infecção por Treponema pallidum, caracterizada por um longo período de latência. Suas manifestações podem ser devastadoras, afetando múltiplos sistemas orgânicos, como o sistema nervoso central (neurosífilis), o sistema cardiovascular (aneurisma de aorta) e a pele/ossos (gomas sifilíticas), exigindo um alto índice de suspeita clínica.

Contexto Educacional

A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida principalmente por contato sexual. A doença evolui em estágios: primário, secundário, latente e terciário. A sífilis terciária é a fase mais tardia e grave, caracterizada por um longo período de latência que pode durar de 1 a 40 anos após a infecção inicial. As manifestações da sífilis terciária são diversas e podem afetar praticamente qualquer órgão ou sistema. As principais formas incluem a neurosífilis, que pode se apresentar como meningite, acidente vascular cerebral, tabes dorsalis ou paralisia geral progressiva; a sífilis cardiovascular, com aortite e aneurisma de aorta; e a sífilis gomosa, caracterizada por lesões granulomatosas destrutivas na pele, ossos, fígado ou outros órgãos. O diagnóstico da sífilis terciária exige um alto índice de suspeita clínica, especialmente em pacientes com quadros neurológicos ou cardiovasculares inexplicados. O tratamento é feito com penicilina G cristalina aquosa ou penicilina G procaína, em esquemas prolongados, visando erradicar a bactéria e prevenir a progressão dos danos. O acompanhamento sorológico e clínico é fundamental para avaliar a resposta ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais manifestações da sífilis terciária?

A sífilis terciária pode se manifestar como neurosífilis (meningite, acidente vascular cerebral, demência), sífilis cardiovascular (aneurisma de aorta, aortite) e sífilis gomosa (lesões granulomatosas em pele, ossos ou órgãos internos).

Como é feito o diagnóstico da sífilis terciária?

O diagnóstico envolve testes sorológicos (VDRL, FTA-Abs, TPPA), análise do líquido cefalorraquidiano para neurosífilis, e exames de imagem para avaliar o acometimento cardiovascular ou gomoso.

Qual a importância do tratamento precoce da sífilis?

O tratamento precoce da sífilis (primária e secundária) com penicilina é crucial para prevenir a progressão para as fases latente e terciária, que são mais difíceis de tratar e podem causar danos irreversíveis.

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