PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Paciente SIDA em primeira consulta ambulatorial, apresenta VDRL positivo titulação 1:4. Não apresenta qualquer sinal ou sintoma clínico característico de sífilis. Não é possível inferir a duração da infecção, nem mesmo testes sorológicos. Baseado nessas informações. Qual alternativa apresenta conduta mais adequada?
Sífilis latente em SIDA → Penicilina G Benzatina 2,4 milhões UI/semana por 3 semanas.
Pacientes com SIDA e sífilis, mesmo sem sintomas e sem inferência da duração da infecção, devem ser tratados como sífilis latente tardia ou de duração incerta. Isso implica um esquema de Penicilina G Benzatina por 3 semanas, devido ao risco aumentado de falha terapêutica e progressão para neurosífilis.
A sífilis em pacientes com SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo devido à interação complexa entre as duas infecções. A imunodeficiência causada pelo HIV pode alterar a apresentação clínica da sífilis, acelerar sua progressão e aumentar o risco de falha terapêutica com os esquemas padrão. A neurosífilis, em particular, é mais comum e pode se manifestar em qualquer estágio da infecção sifilítica em pacientes com HIV. O diagnóstico da sífilis em pacientes com SIDA segue os mesmos princípios dos pacientes imunocompetentes, utilizando testes não treponêmicos (VDRL, RPR) e treponêmicos (FTA-Abs, TPPA). No entanto, a interpretação dos títulos e a exclusão de neurosífilis podem ser mais complexas. A ausência de sinais ou sintomas clínicos característicos de sífilis, juntamente com um VDRL positivo e a impossibilidade de inferir a duração da infecção, classifica o caso como sífilis latente de duração incerta. O tratamento da sífilis em pacientes com SIDA requer uma abordagem mais agressiva devido ao risco de falha terapêutica e progressão para neurosífilis. Para sífilis latente de duração incerta ou sífilis latente tardia, o esquema recomendado é Penicilina G Benzatina 2,4 milhões de unidades, administrada intramuscularmente uma vez por semana, por três semanas consecutivas. A punção lombar para avaliar neurosífilis deve ser considerada em casos específicos, como falha terapêutica ou presença de sintomas neurológicos, mesmo que sutis. O seguimento sorológico rigoroso é essencial para monitorar a resposta ao tratamento.
Pacientes com SIDA têm um risco aumentado de falha terapêutica e de progressão para neurosífilis, mesmo na ausência de sintomas. Por isso, o tratamento é mais prolongado, geralmente seguindo o esquema para sífilis latente tardia ou de duração incerta.
O esquema recomendado é Penicilina G Benzatina 2,4 milhões de unidades, administrada intramuscularmente uma vez por semana, durante três semanas consecutivas.
A punção lombar para investigar neurosífilis é recomendada em pacientes com SIDA e sífilis, especialmente se houver sintomas neurológicos ou oftalmológicos, falha terapêutica após tratamento adequado, ou se a titulação do VDRL for muito alta (≥1:32).
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