USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Homem, 28 anos de idade, casado, comerciário, natural de Salvador e procedente do ABC paulista. Procurou atendimento em uma Unidade Básica de Saúde com queixa de aparecimento de manchas vermelhas nas palmas das mãos há duas semanas. Há uma semana, notou também o aparecimento de pequenos linfonodos no pescoço e de manchas no tronco e nos braços. Na anamnese, informou que é casado e que sua esposa está grávida no 3º mês de gestação. Diz que há três meses, durante uma viagem de trabalho, teve uma relação extraconjugal. Informa que usou preservativo, mas fez sexo oral na parceira sem proteção. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa correta.
Sífilis secundária: exantema palmoplantar + linfadenopatia + alta transmissibilidade → risco elevado para gestante e concepto.
O paciente apresenta um quadro clássico de sífilis secundária, caracterizado por exantema cutâneo (incluindo palmas e plantas) e linfadenopatia, que geralmente surge 2 a 12 semanas após o cancro primário. Esta fase é altamente infecciosa, e a infecção da esposa grávida e do concepto é uma preocupação imediata e grave, exigindo tratamento urgente.
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela evolui em estágios (primária, secundária, latente e terciária), cada um com características clínicas e epidemiológicas distintas. A sífilis secundária, como no caso apresentado, é uma fase disseminada da doença, que ocorre semanas a meses após o cancro primário e é de extrema importância clínica devido à sua alta transmissibilidade e impacto na saúde pública, especialmente em gestantes. O diagnóstico da sífilis secundária é baseado na história clínica (incluindo histórico sexual) e no exame físico, que revela as manifestações características como exantema cutâneo (frequentemente palmoplantar), linfadenopatia generalizada e, por vezes, condiloma lata. Testes sorológicos (VDRL/RPR e FTA-Abs/TPHA) confirmam a infecção. A fisiopatologia envolve a disseminação hematogênica das espiroquetas pelo corpo. A transmissibilidade da sífilis secundária é muito alta, o que representa um risco considerável para parceiros sexuais e, no caso de gestantes, para o concepto. A sífilis congênita é uma complicação grave e evitável, que pode resultar em desfechos perinatais adversos. O tratamento da sífilis em qualquer estágio é feito com penicilina benzatina, sendo fundamental a identificação e tratamento de todos os parceiros sexuais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir a sífilis congênita.
A sífilis secundária é caracterizada por exantema maculopapular generalizado, que frequentemente afeta palmas das mãos e plantas dos pés, linfadenopatia generalizada, condiloma lata (lesões verrucosas em áreas úmidas), febre, mal-estar e alopecia em 'clareira'.
A sífilis secundária é a fase mais infecciosa da doença, com alta carga de espiroquetas. Isso aumenta significativamente o risco de transmissão vertical para o feto, resultando em sífilis congênita, que pode causar aborto, natimorto, prematuridade e diversas anomalias congênitas graves.
O rastreamento universal da sífilis no pré-natal e o tratamento imediato da gestante e seus parceiros são cruciais para prevenir a sífilis congênita. O tratamento adequado com penicilina benzatina é altamente eficaz na erradicação da infecção e na proteção do feto.
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