Sífilis Secundária: Diagnóstico e Tratamento Essencial

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025

Enunciado

Paciente relata que há cerca de 60 dias apresentou úlcera única e indolor na vagina, que desapareceu espontaneamente. Informa também o aparecimento de lesões em forma de pápulas em região palmar, conforme a imagem a seguir.De acordo com esse caso, o diagnóstico e o tratamento adequados são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Cancro duro, azitromicina.
  2. B) Cancro mole, penicilina cristalina.
  3. C) Sífilis primária, penicilina benzatina.
  4. D) Sífilis secundária, penicilina benzatina.
  5. E) Sífilis secundária, penicilina cristalina.

Pérola Clínica

Úlcera indolor que regride + lesões palmoplantares → Sífilis secundária = Penicilina benzatina.

Resumo-Chave

A sífilis é uma doença sistêmica com fases distintas. A sífilis primária se manifesta como um cancro duro (úlcera indolor) que desaparece espontaneamente. A sífilis secundária surge semanas a meses depois, com lesões cutâneas disseminadas, incluindo pápulas em palmas e plantas, e é tratada com penicilina benzatina.

Contexto Educacional

A sífilis, causada pelo *Treponema pallidum*, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) com grande relevância clínica e epidemiológica. Sua apresentação em fases distintas exige conhecimento aprofundado para diagnóstico e tratamento corretos, sendo um tema frequente em provas de residência. A compreensão da história natural da doença é fundamental para identificar as manifestações em cada estágio e evitar complicações graves, como a neurossífilis e a sífilis congênita. O diagnóstico da sífilis baseia-se na história clínica, exame físico e testes sorológicos (treponêmicos e não treponêmicos). A sífilis primária é marcada pelo cancro duro, enquanto a secundária apresenta lesões mucocutâneas polimórficas, incluindo as clássicas lesões palmoplantares, e sintomas sistêmicos. A suspeita clínica é crucial, especialmente em pacientes com histórico de úlceras genitais que desapareceram espontaneamente, seguido de lesões cutâneas. O tratamento padrão-ouro para a sífilis é a penicilina benzatina, cuja dose e frequência dependem do estágio da doença. A adesão ao tratamento e o seguimento sorológico são essenciais para monitorar a resposta terapêutica e prevenir a progressão para fases mais avançadas. A educação sobre prevenção e o rastreamento em populações de risco são medidas importantes para o controle da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da sífilis secundária?

A sífilis secundária é caracterizada por lesões cutâneas disseminadas, como pápulas ou máculas eritematosas, frequentemente em palmas e plantas. Outros sinais incluem linfadenopatia generalizada, febre, mal-estar e lesões mucosas (placas mucosas).

Qual é o tratamento de escolha para a sífilis em suas diferentes fases?

A penicilina benzatina é o tratamento de escolha para todas as fases da sífilis. A dose e o esquema variam conforme o estágio (primária, secundária, latente precoce, latente tardia ou terciária), sendo crucial seguir as diretrizes para garantir a erradicação da infecção.

Como diferenciar sífilis primária de sífilis secundária?

A sífilis primária se manifesta com um cancro duro, uma úlcera única, indolor e de bordas elevadas no local da inoculação. A sífilis secundária ocorre semanas a meses após a primária, com lesões cutâneas disseminadas e sintomas sistêmicos, mesmo após a resolução espontânea do cancro primário.

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