Sífilis Secundária: Diagnóstico e Tratamento Essencial

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021

Enunciado

Paciente foi ao ambulatório da UBS com resultado de VDRL, FTAbs e microscopia em campo escuro positivos. Clinicamente apresentava lesões compatíveis com sifílides papulosas e linfoadenopatia generalizada.Em qual estágio esse paciente deve ser classificado e como deve ser tratado respectivamente?

Alternativas

  1. A) Sífilis primaria; Benzilpenicilina Benzatina, 2,4 milhões UI intramuscular dose única
  2. B) Sífilis latente; Benzilpenicilina Benzatina, 2,4 milhões UI intramuscular por 3 semanas
  3. C) Sífilis terciaria; Benzilpenicilina Benzatina, 2,4 milhões UI intramuscular por 3 semanas
  4. D) Sífilis secundária; Benzilpenicilina Benzatina, 2,4 milhões UI intramuscular dose única

Pérola Clínica

Sífilis secundária = VDRL/FTAbs/campo escuro +, sifílides papulosas, linfoadenopatia. Tratamento: Penicilina Benzatina 2,4 milhões UI IM dose única.

Resumo-Chave

A sífilis secundária é caracterizada por disseminação sistêmica do Treponema pallidum, manifestando-se com lesões cutâneas (sifílides), linfoadenopatia e outros sintomas sistêmicos. O diagnóstico é confirmado por testes treponêmicos e não treponêmicos, e o tratamento é com penicilina benzatina em dose única.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, com grande importância na saúde pública devido à sua alta transmissibilidade e potencial de complicações graves se não tratada. A sífilis secundária representa o estágio de disseminação sistêmica da bactéria, sendo crucial para residentes reconhecerem suas manifestações. O diagnóstico da sífilis secundária baseia-se na apresentação clínica de lesões mucocutâneas, como as sifílides papulosas, e linfoadenopatia generalizada, associado a resultados laboratoriais positivos para testes treponêmicos (FTAbs) e não treponêmicos (VDRL). A microscopia em campo escuro pode confirmar a presença do espiroqueta em lesões ativas. O tratamento da sífilis secundária é eficaz e relativamente simples, utilizando Benzilpenicilina Benzatina 2,4 milhões UI por via intramuscular em dose única. É fundamental o acompanhamento sorológico pós-tratamento para avaliar a resposta terapêutica e a notificação dos casos para controle epidemiológico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da sífilis secundária?

A sífilis secundária é caracterizada por lesões cutâneas mucocutâneas (sifílides papulosas, roseola sifilítica), linfoadenopatia generalizada, febre, mal-estar e, ocasionalmente, alopecia e condiloma lata.

Como é feito o diagnóstico laboratorial da sífilis secundária?

O diagnóstico é feito pela combinação de testes não treponêmicos (VDRL, RPR) e treponêmicos (FTAbs, TP-PA). A microscopia em campo escuro pode identificar o Treponema pallidum em lesões ativas.

Qual o tratamento recomendado para a sífilis secundária?

O tratamento padrão para sífilis secundária é Benzilpenicilina Benzatina, 2,4 milhões UI, administrada por via intramuscular em dose única.

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