Sífilis Secundária: Diagnóstico e Tratamento Padrão

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023

Enunciado

Homem de 25 anos, HSH (homem que faz sexo com outros homens), procura a unidade de saúde por quadro de rash cutâneo maculopapular associado a linfonodomegalia cervical posterior e artralgias. Refere relação sexual desprotegida aproximadamente 4 semanas antes do quadro atual. Apresenta sorologia positiva para sífilis com VDRL 1:64. O tratamento de escolha para esta condição deve ser: (PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA ATENÇÃO INTEGRAL ÀS PESSOAS COM INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (MS BRASIL, 2015) - PÁGINA 97)

Alternativas

  1. A) Penicilina benzatina 2.400.000 UI intramuscular em dose única
  2. B) Penicilina benzatina 2.400.000 UI intramuscular semanal por 2 semanas
  3. C) Penicilina benzatina 2.400.000 UI intramuscular semanal por 3 semanas
  4. D) Azitromicina 1g via oral em dose única
  5. E) Doxiciclina 100mg 2 vezes ao dia por 7 dias.

Pérola Clínica

Sífilis secundária (precoce) = Penicilina benzatina 2.400.000 UI IM dose única.

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais e sintomas clássicos de sífilis secundária (rash maculopapular, linfonodomegalia, artralgias) e sorologia positiva com VDRL 1:64, além de histórico de exposição recente. A sífilis secundária é considerada sífilis precoce, e o tratamento de escolha, conforme o protocolo do Ministério da Saúde, é a Penicilina benzatina 2.400.000 UI intramuscular em dose única.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) sistêmica causada pela bactéria Treponema pallidum. A doença evolui em estágios (primário, secundário, latente e terciário), cada um com manifestações clínicas distintas. A sífilis secundária ocorre semanas a meses após a infecção primária e é caracterizada por disseminação hematogênica do treponema. As manifestações da sífilis secundária são variadas e podem incluir rash cutâneo maculopapular (que pode afetar palmas e plantas), linfonodomegalia generalizada, condiloma plano (lesões úmidas e elevadas em áreas úmidas), alopecia, febre, mal-estar, cefaleia e artralgias. O diagnóstico é feito pela combinação de achados clínicos e sorologia positiva, com testes não treponêmicos (VDRL/RPR) geralmente com títulos elevados e testes treponêmicos (FTA-Abs/TP-PA) reativos. O tratamento da sífilis é baseado no estágio da doença e a penicilina benzatina é o antibiótico de escolha. Para sífilis primária, secundária e latente recente (com menos de 1 ano de infecção), o esquema é de Penicilina benzatina 2.400.000 UI IM em dose única. Para sífilis latente tardia ou de duração ignorada, são 3 doses semanais. É crucial o acompanhamento sorológico pós-tratamento para avaliar a resposta terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações clínicas da sífilis secundária?

A sífilis secundária se manifesta com rash cutâneo maculopapular (incluindo palmas e plantas), linfonodomegalia generalizada, condiloma plano, artralgias, febre e mal-estar. Ocorre semanas a meses após o cancro primário.

Qual o tratamento recomendado para sífilis secundária?

O tratamento de escolha para sífilis secundária (considerada sífilis precoce) é Penicilina benzatina 2.400.000 UI, administrada por via intramuscular em dose única, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Como a sífilis secundária é diagnosticada laboratorialmente?

O diagnóstico laboratorial é feito por testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) com títulos elevados (como 1:64 no caso) e confirmados por testes treponêmicos (FTA-Abs, TP-PA, ELISA ou quimioluminescência).

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