Sífilis Secundária: Diagnóstico Laboratorial e Manifestações

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025

Enunciado

Atenção: Considere o caso clinico abaixo para responder à questão.Homem, 25 anos de idade, procura atendimento médico por surgimento de lesões cutâneas há aproximadamente uma semana. Relata que as lesões começaram no tronco e progrediram para palmas das mãos e plantas dos pés, associadas a adinamia cefaleia. Relata que teve relações sexuais desprotegidas com uma nova parceira há três meses. Ao exame físico encontra-se em estado geral com temperatura axilar de 37,8 °C. Na ectoscopia notam-se erupções cutâneas maculopapulares difusas, especialmente nas regiões palmar e plantar. Sem linfadenopatia inguinal. O restante do exame físico está normal.O padrão laboratorial que confirma a principal hipótese diagnóstica desse paciente é

Alternativas

  1. A) Teste rápido reagente e RPR não reagente.
  2. B) Teste rápido e VDRL reagentes.
  3. C) VDRL reagente e FTA-ABs não reagente.
  4. D) Teste rápido e FTA-ABs reagentes.
  5. E) VDRL e RPR (Rapid Plasma Reagin) reagentes.

Pérola Clínica

Lesões maculopapulares palmo-plantares + história sexual + febre/adinamia → Sífilis secundária. Confirmação: Teste rápido + VDRL reagentes.

Resumo-Chave

O quadro clínico de lesões maculopapulares difusas, incluindo palmas e plantas, associado a sintomas sistêmicos (adinamia, cefaleia, febre baixa) e história de relações sexuais desprotegidas 3 meses antes, é altamente sugestivo de sífilis secundária. O diagnóstico laboratorial da sífilis requer a combinação de testes treponêmicos (como o teste rápido ou FTA-Abs) e não treponêmicos (VDRL ou RPR). Ambos reagentes confirmam a doença ativa.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. A doença evolui em estágios, e a sífilis secundária é a fase de disseminação sistêmica da bactéria, ocorrendo semanas a meses após a lesão primária (cancro). É uma condição de grande importância clínica e epidemiológica. A apresentação clínica da sífilis secundária é variada, mas as lesões cutâneas são a manifestação mais comum. Erupções maculopapulares difusas, que frequentemente afetam as palmas das mãos e plantas dos pés, são um achado clássico e altamente sugestivo. Outros sintomas sistêmicos como febre baixa, adinamia, cefaleia e linfadenopatia generalizada também são comuns. A história de relações sexuais desprotegidas é um fator de risco crucial. O diagnóstico laboratorial da sífilis é realizado por meio de testes treponêmicos (que detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum, como o teste rápido ou FTA-Abs) e testes não treponêmicos (que detectam anticorpos contra lipídios liberados por células danificadas, como o VDRL ou RPR). Para confirmar a sífilis ativa, é necessário que ambos os tipos de testes sejam reagentes. O tratamento é feito com penicilina benzatina, com dosagem e esquema variando conforme o estágio da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações clínicas da sífilis secundária?

A sífilis secundária se manifesta com erupções cutâneas maculopapulares difusas (incluindo palmas e plantas), linfadenopatia generalizada, febre, mal-estar, cefaleia e, por vezes, lesões mucosas (placas mucosas).

Como é feito o diagnóstico laboratorial da sífilis?

O diagnóstico é feito com a combinação de um teste treponêmico (ex: teste rápido, FTA-Abs, TPPA) e um teste não treponêmico (ex: VDRL, RPR). Ambos reagentes confirmam sífilis ativa.

Qual a importância das lesões palmo-plantares na sífilis secundária?

As lesões maculopapulares nas palmas das mãos e plantas dos pés são altamente características da sífilis secundária e devem sempre levantar a suspeita diagnóstica, sendo um sinal clínico chave.

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