Sífilis Secundária: Manifestações Clínicas e Diagnóstico

Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023

Enunciado

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios. Em geral manifesta-se entre seis e oito semanas após o desaparecimento espontâneo do cancro duro. As manifestações são: roséolas (exantema), sifílides papulosas, pápulas cutâneas, alopecia e condiloma sinais e sintomas como manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, febre, mal-estar, dor de cabeça, ínguas pelo corpo caracterizam qual estágio da doença?

Alternativas

  1. A) Primário.
  2. B) Latente.
  3. C) Secundário.
  4. D) Terciário.

Pérola Clínica

Sífilis secundária = exantema (palmo-plantar), sifílides papulosas, condiloma lata, alopecia, sintomas sistêmicos (febre, mal-estar).

Resumo-Chave

O estágio secundário da sífilis é caracterizado por manifestações cutâneas e mucosas disseminadas, como exantema maculopapular (roséolas) que afeta palmas e plantas, sifílides papulosas, condiloma lata e alopecia. Sintomas sistêmicos como febre, mal-estar e linfadenopatia também são comuns, surgindo semanas após o desaparecimento do cancro duro primário.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, com uma prevalência crescente globalmente. É uma doença sistêmica que pode apresentar diversas manifestações clínicas ao longo de seus estágios, sendo crucial o reconhecimento para o diagnóstico e tratamento precoces. A compreensão dos diferentes estágios é fundamental para a prática clínica e para a saúde pública. O estágio secundário da sífilis ocorre semanas a meses após a infecção inicial e é caracterizado pela disseminação do Treponema pallidum pelo corpo, resultando em uma ampla gama de sinais e sintomas. As manifestações cutâneas são as mais proeminentes, incluindo o exantema maculopapular (roséolas) que classicamente afeta as palmas das mãos e plantas dos pés, sifílides papulosas e o condiloma lata, lesões altamente infecciosas. Outras manifestações incluem alopecia em "clareira", lesões mucosas (placas mucosas) e sintomas sistêmicos inespecíficos como febre, mal-estar, cefaleia e linfadenopatia generalizada. O diagnóstico da sífilis secundária é primariamente clínico, baseado nas manifestações características, e confirmado por testes sorológicos (não treponêmicos como VDRL/RPR e treponêmicos como FTA-Abs/TPHA). O tratamento é eficaz com penicilina benzatina, sendo essencial para prevenir a progressão para estágios mais avançados e potencialmente graves, como a sífilis terciária ou neurossífilis. A identificação e tratamento dos parceiros sexuais também são cruciais para o controle da transmissão.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações cutâneas mais características da sífilis secundária?

As manifestações cutâneas mais características da sífilis secundária incluem as roséolas sifilíticas (exantema maculopapular, frequentemente em palmas e plantas), sifílides papulosas e o condiloma lata, que são lesões úmidas e elevadas em áreas de dobras.

Quando os sintomas da sífilis secundária geralmente aparecem?

Os sintomas da sífilis secundária geralmente aparecem entre seis a oito semanas após o desaparecimento espontâneo do cancro duro (lesão primária), que é a porta de entrada da bactéria Treponema pallidum.

Quais são os sintomas sistêmicos associados à sífilis secundária?

Além das lesões cutâneas, a sífilis secundária pode apresentar sintomas sistêmicos como febre baixa, mal-estar geral, dor de cabeça, perda de peso, dor de garganta e linfadenopatia generalizada (ínguas pelo corpo).

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