UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 45a, procurou a Unidade Básica de Saúde com história de lesões em palmas das mãos há duas semanas. Fez uso de anti-histamínico, com subsequente piora das lesões. Exame físico (ANEXO A): É CORRETO AFIRMAR:
Lesões palmoplantares + uso de anti-histamínico sem melhora → Sífilis Secundária. Tratamento antimicrobiano específico é curativo.
Lesões em palmas das mãos, especialmente se não pruriginosas e sem resposta a anti-histamínicos, são altamente sugestivas de sífilis secundária. Esta condição é causada pelo Treponema pallidum e as lesões remitem completamente com o tratamento antimicrobiano específico, geralmente penicilina.
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, conhecida como a 'grande imitadora' devido à sua ampla gama de manifestações clínicas. A sífilis secundária ocorre semanas a meses após a infecção primária e é caracterizada pela disseminação sistêmica do espiroqueta, resultando em um quadro polimórfico. A epidemiologia da sífilis tem mostrado um aumento preocupante em diversas regiões, tornando seu reconhecimento e manejo uma prioridade para profissionais de saúde. As lesões cutâneas da sífilis secundária são as manifestações mais comuns, e a presença de lesões em palmas das mãos e plantas dos pés é um achado clássico e altamente sugestivo. Essas lesões são tipicamente maculopapulares, não pruriginosas, o que explica a falta de resposta a anti-histamínicos. Outras manifestações podem incluir linfadenopatia generalizada, febre, mal-estar, dor de garganta e lesões mucosas (placas mucosas). O diagnóstico é confirmado por testes sorológicos, com VDRL ou RPR em altos títulos e testes treponêmicos reativos. O tratamento da sífilis secundária é altamente eficaz com a administração de penicilina G benzatina intramuscular. A remissão das lesões e a cura da infecção são esperadas com o tratamento adequado. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atentos a essa condição, pois o diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para prevenir a progressão para estágios mais graves da doença, como a sífilis terciária ou neurossífilis. O seguimento sorológico é importante para monitorar a resposta ao tratamento.
As lesões de sífilis secundária nas palmas das mãos (e plantas dos pés) são tipicamente maculopapulares, eritematosas ou acastanhadas, bem delimitadas e, crucialmente, geralmente não pruriginosas. Podem ser discretas ou confluentes e são altamente sugestivas da doença.
O diagnóstico da sífilis secundária é feito principalmente por testes sorológicos. Testes não treponêmicos (VDRL, RPR) são reativos em altos títulos e testes treponêmicos (FTA-Abs, TPPA, ELISA) são confirmatórios. Em alguns casos, a microscopia de campo escuro pode identificar o Treponema pallidum nas lesões.
O tratamento de escolha para a sífilis secundária é a penicilina G benzatina intramuscular em dose única. É altamente eficaz e leva à remissão das lesões e à cura da infecção. Pacientes alérgicos à penicilina podem ser dessensibilizados ou tratados com doxiciclina ou tetraciclina.
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