Sífilis Secundária: Diagnóstico e Sinais Clínicos Clássicos

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025

Enunciado

Menina, 15 anos de idade, com queixa de prostração e mialgia, há 1 dia apresenta lesões maculopapulares disseminadas, inclusive nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, não pruriginosas. Exame físico: linfonodos inguinais com 2 cm de diâmetro, de consistência firme, móveis, bilateralmente, e linfonodos epitrocleares com 1 cm de diâmetro com as mesmas características descritas nos linfonodos inguinais, sem outras alterações. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Sífilis secundária.
  2. B) Artrite idiopática juvenil.
  3. C) Mononucleose infecciosa.
  4. D) Dengue.

Pérola Clínica

Exantema maculopapular + Acometimento palmo-plantar + Linfadenopatia epitroclear = Sífilis Secundária.

Resumo-Chave

A sífilis secundária é a 'grande imitadora', mas o envolvimento de palmas, plantas e a presença de linfonodos epitrocleares são pistas clássicas altamente sugestivas da doença.

Contexto Educacional

A sífilis secundária ocorre semanas a meses após o desaparecimento do cancro duro (sífilis primária). Representa a fase de disseminação hematogênica do Treponema pallidum, podendo atingir qualquer órgão, embora a pele seja o alvo principal. O quadro clínico clássico inclui sintomas constitucionais leves (prostração, mialgia) seguidos de erupção cutânea polimorfa. O tratamento de escolha permanece a Penicilina G Benzatina 2,4 milhões UI em dose única para casos recentes, sendo fundamental o rastreio de outras ISTs e o tratamento de parceiros sexuais.

Perguntas Frequentes

Quais as características das lesões na sífilis secundária?

Geralmente são máculas ou pápulas eritematosas ou acobreadas, não pruriginosas, disseminadas, com predileção característica por palmas das mãos e plantas dos pés (roséola sifilítica).

Qual a importância do linfonodo epitroclear?

Sua palpação é incomum em viroses banais e, quando associada a exantema e linfadenopatia generalizada, é um forte marcador clínico para o diagnóstico de sífilis secundária.

Como confirmar o diagnóstico de sífilis?

Utilizam-se testes não treponêmicos (VDRL/RPR) para triagem e seguimento, e testes treponêmicos (FTA-ABS, Testes Rápidos ou ELISA) para confirmação diagnóstica definitiva.

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