Sífilis Secundária: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021

Enunciado

Um paciente de 40 anos de idade compareceu à consulta queixando-se de lesões eritematosas e maculares em tronco, membros superiores, membros inferiores, palmas e plantas, com início há dois meses. Negou uso recente de medicação e qualquer outro sintoma. Apresentou sorologia positiva para sífilis e VDRL = 1:1024, PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 88 bpm, FR = 20 irpm e SatO2 = 98%.Acerca desse caso clínico, assinale a alternativa correspondente a outro sintoma que se espera encontrar nesse paciente e à conduta adequada para esse caso.

Alternativas

  1. A) Alopecia no couro cabeludo (em clareira) e nas porções distais das sobrancelhas. Prescrever penicilina benzatina 1.200.000 unidades.
  2. B) Alopecia no couro cabeludo (em clareira) e nas porções distais das sobrancelhas. Prescrever penicilina benzatina 2.400.000 unidades.
  3. C) Linfadenopatia generalizada. Prescrever penicilina benzatina 4.800.000 unidades.
  4. D) Linfadenopatia generalizada. Prescrever penicilina benzatina 7.200.000 unidades.
  5. E) Alopecia no couro cabeludo (em clareira) e nas porções distais das sobrancelhas. Realizar punção lombar para avaliar existência de neurossífilis; prescrever penicilina cristalina 18 milhões de unidades por dia, por 14 dias.

Pérola Clínica

Sífilis secundária (lesões cutâneas + VDRL alto) → Alopecia em clareira, linfadenopatia. Tratamento: Penicilina benzatina 2.400.000 UI IM dose única.

Resumo-Chave

A sífilis secundária se manifesta com lesões cutâneas polimórficas (incluindo palmas e plantas), linfadenopatia generalizada e alopecia em clareira. Um VDRL de 1:1024 é altamente sugestivo. O tratamento padrão para sífilis secundária sem neurossífilis é penicilina benzatina 2.400.000 UI IM em dose única.

Contexto Educacional

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria *Treponema pallidum*, com diversas fases clínicas. A sífilis secundária, que ocorre semanas a meses após o cancro primário, é caracterizada por disseminação sistêmica da bactéria e manifestações cutâneas e mucosas polimórficas. Sua importância clínica reside na alta infectividade e na variedade de apresentações, que podem mimetizar outras doenças. A fisiopatologia envolve a resposta imune do hospedeiro à espiroqueta. O diagnóstico é feito pela sorologia (VDRL e FTA-Abs/TPHA), com VDRL de 1:1024 sendo um título muito elevado e sugestivo de doença ativa. Os sinais e sintomas incluem rash maculopapular (incluindo palmas e plantas), linfadenopatia generalizada, alopecia em clareira (moth-eaten alopecia) e condiloma plano. O tratamento padrão para sífilis secundária sem evidência de neurossífilis é a penicilina benzatina 2.400.000 UI IM em dose única. É crucial o acompanhamento sorológico para monitorar a resposta ao tratamento. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas a falta de tratamento pode levar à sífilis terciária, com complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da sífilis secundária?

A sífilis secundária é caracterizada por lesões cutâneas polimórficas (roséola sifilítica, pápulas, lesões em palmas e plantas), linfadenopatia generalizada, alopecia em clareira, condiloma plano e sintomas sistêmicos inespecíficos.

Qual o tratamento recomendado para sífilis secundária sem neurossífilis?

O tratamento padrão é penicilina benzatina 2.400.000 UI, administrada por via intramuscular em dose única.

Quando se deve suspeitar de neurossífilis e indicar punção lombar?

A suspeita de neurossífilis surge com sintomas neurológicos ou oftalmológicos, falha terapêutica, ou em pacientes com HIV e VDRL > 1:32, justificando a punção lombar para análise do líquor.

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