Sífilis Secundária: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 41a, casada, auxiliar de limpeza, procura atendimento médico por aparecimento de lesões no tronco, abdome, mãos e pés há três semanas. Refere febre, mialgia e linfonodomegalia. Antecedente pessoais: epilepsia em uso de fenitoína 200 mg/dia. Membros superiores (ANEXO A):O DIAGNÓSTICO E A CONDUTA SÃO:

Alternativas

  1. A) Tinha do corpo; antifúngicos sistêmicos.
  2. B) Farmacodermia; substituir droga anticonvulsivante.
  3. C) Psoríase gutata; biópsia de pele.
  4. D) Sífilis secundária; testes treponêmicos e não treponêmicos.

Pérola Clínica

Rash cutâneo generalizado (incluindo palmas/plantas) + febre/linfonodomegalia = Sífilis secundária → Testes treponêmicos e não treponêmicos.

Resumo-Chave

A sífilis secundária apresenta-se com um quadro sistêmico, incluindo febre, mialgia, linfonodomegalia e um rash cutâneo polimorfo que classicamente afeta palmas das mãos e plantas dos pés. Este quadro, apesar de mimetizar outras condições, é altamente sugestivo de sífilis e exige confirmação diagnóstica com testes sorológicos.

Contexto Educacional

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, que evolui em estágios. A sífilis secundária ocorre semanas a meses após o cancro primário e é caracterizada por disseminação sistêmica da bactéria, resultando em um quadro clínico polimorfo e muitas vezes desafiador para o diagnóstico. As manifestações clássicas incluem um rash cutâneo maculopapular que afeta tronco, abdome, mas distintamente as palmas das mãos e plantas dos pés. Outros sintomas sistêmicos como febre, mialgia, artralgia, mal-estar e linfonodomegalia generalizada são comuns. A presença de lesões mucosas (placas mucosas) e condiloma lata também pode ocorrer. O diagnóstico é confirmado por testes sorológicos. Os testes não treponêmicos (VDRL, RPR) são úteis para triagem e monitoramento da resposta ao tratamento, enquanto os testes treponêmicos (FTA-Abs, TPHA) são mais específicos e usados para confirmar a infecção. O tratamento é feito com penicilina benzatina, e a diferenciação de outras condições como farmacodermia (devido ao uso de fenitoína) é crucial, mas o quadro sistêmico e o rash palmoplantar são fortes indicativos de sífilis.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais manifestações clínicas da sífilis secundária?

A sífilis secundária manifesta-se com rash cutâneo (frequentemente palmoplantar), linfonodomegalia generalizada, febre, mialgia, artralgia, mal-estar, alopecia e lesões mucosas (placas mucosas, condiloma lata).

Como é feito o diagnóstico laboratorial da sífilis secundária?

O diagnóstico é feito com testes sorológicos: testes não treponêmicos (VDRL, RPR) para triagem e acompanhamento, e testes treponêmicos (FTA-Abs, TPHA, TPPA) para confirmação diagnóstica.

Qual o tratamento para sífilis secundária?

O tratamento padrão para sífilis secundária é penicilina benzatina intramuscular em dose única (2,4 milhões de unidades), ou doses semanais se houver suspeita de sífilis latente tardia ou neurossífilis.

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