IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Homem, 30 anos, previamente hígido, comparece a consulta com a Clínica Médica relatando aparecimento recente de febre, mialgias e lesões cutâneas difusas. Ao exame físico, são observadas, nos membros superiores, inferiores e tronco, as lesões cutâneas demonstradas abaixo. É digno de nota que as lesões cutâneas estão presentes também nas palmas das mãos e plantas dos pés. Além disso, é palpada discreta linfonodomegalia móvel e indolor nas regiões cervical posterior, axilar e inguinal. Com base na principal hipótese clínica para o caso em questão, os exames que mais provavelmente concluirão o diagnóstico são:
Febre + mialgia + rash palmoplantar + linfonodomegalia generalizada = Sífilis secundária → VDRL e TPHA para diagnóstico.
O quadro clínico de febre, mialgias, lesões cutâneas difusas com acometimento palmoplantar e linfonodomegalia generalizada é altamente sugestivo de sífilis secundária. O diagnóstico é confirmado por testes sorológicos, que incluem um teste não treponêmico (VDRL ou RPR) para atividade da doença e um teste treponêmico (TPHA ou FTA-Abs) para confirmar a infecção por Treponema pallidum.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. A sífilis secundária é a segunda fase sintomática da doença, que geralmente ocorre algumas semanas a meses após a infecção primária. É caracterizada por uma disseminação sistêmica da bactéria, resultando em uma ampla gama de manifestações clínicas que podem mimetizar outras doenças. As manifestações mais proeminentes da sífilis secundária incluem febre, mialgias, mal-estar e, classicamente, um rash cutâneo polimorfo que pode afetar o tronco, membros e, de forma característica, as palmas das mãos e plantas dos pés. Linfonodomegalia generalizada, indolor e móvel, também é um achado comum. Outras manifestações podem incluir condiloma lata (lesões úmidas nas áreas anogenitais), alopecia em "clareira" e hepatite. O diagnóstico da sífilis secundária é confirmado por testes sorológicos. A combinação de um teste não treponêmico (VDRL ou RPR), que geralmente apresenta títulos elevados nesta fase, e um teste treponêmico (TPHA ou FTA-Abs), que se torna reativo e permanece assim por toda a vida, é essencial. O tratamento é feito com penicilina benzatina, com excelente resposta.
A sífilis secundária é caracterizada por um rash cutâneo polimorfo, frequentemente maculopapular, que pode acometer palmas das mãos e plantas dos pés. Outras manifestações incluem febre, mialgias, mal-estar, linfonodomegalia generalizada (indolor e móvel), condiloma lata e alopecia.
O diagnóstico é feito através de testes sorológicos. Recomenda-se a realização de um teste não treponêmico (VDRL ou RPR), que avalia a atividade da doença e pode ser quantificado para monitoramento do tratamento, e um teste treponêmico (TPHA ou FTA-Abs), que confirma a infecção por Treponema pallidum.
O rash palmoplantar é um achado altamente sugestivo de sífilis secundária, pois poucas outras condições dermatológicas causam lesões nessas áreas. Sua presença deve sempre levantar a suspeita de sífilis e levar à investigação sorológica.
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