Sífilis Secundária: Manifestações Clínicas e Diagnóstico

ENARE/ENAMED — Prova 2024

Enunciado

Como manifestação da sífilis secundária, é possível encontrar

Alternativas

  1. A) cancro mole.
  2. B) múltiplas vesículas em vulva.
  3. C) leucorreia purulenta proveniente do colo uterino.
  4. D) condiloma plano.
  5. E) úlcera única em vagina.

Pérola Clínica

Sífilis secundária = condiloma plano, roséola sifilítica, linfadenopatia generalizada.

Resumo-Chave

A sífilis secundária é a fase mais sintomática da doença, caracterizada por uma disseminação sistêmica do Treponema pallidum. As manifestações mucocutâneas são variadas, sendo o condiloma plano uma lesão altamente contagiosa e característica, frequentemente encontrada em áreas úmidas como genitais e períneo.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que evolui em estágios distintos. A sífilis secundária representa a fase de disseminação sistêmica da bactéria e é, frequentemente, a fase mais sintomática e contagiosa da doença. Sua epidemiologia mostra um ressurgimento em diversas populações, tornando seu reconhecimento crucial para a saúde pública. As manifestações clínicas da sífilis secundária são variadas e podem mimetizar outras doenças, o que lhe confere o apelido de "a grande imitadora". A fisiopatologia envolve a resposta imune do hospedeiro à disseminação do Treponema pallidum. As lesões mucocutâneas são as mais características, incluindo a roséola sifilítica (exantema maculopapular difuso, não pruriginoso, que pode afetar palmas e plantas) e o condiloma plano, que são pápulas ou placas úmidas, elevadas, de coloração acinzentada ou rosada, encontradas em áreas de dobras e mucosas (genitais, perianal, axilas). Outros sintomas incluem linfadenopatia generalizada, febre, mal-estar, cefaleia, mialgia e alopecia em "clareira". O diagnóstico é feito por testes treponêmicos (FTA-Abs, TPPA) e não treponêmicos (VDRL, RPR). O tratamento de escolha é a penicilina G benzatina. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas a falta de tratamento pode levar à sífilis terciária, com complicações graves. Pontos de atenção incluem a importância de rastrear outras ISTs e tratar parceiros sexuais para evitar reinfecção e disseminação.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações mais comuns da sífilis secundária?

As manifestações mais comuns da sífilis secundária incluem a roséola sifilítica (exantema maculopapular não pruriginoso), condiloma plano (lesões úmidas e elevadas em áreas de dobras), linfadenopatia generalizada, febre, mal-estar e alopecia.

Como diferenciar condiloma plano de condiloma acuminado?

O condiloma plano, característico da sífilis secundária, é uma lesão úmida, plana, acinzentada ou rosada, geralmente em áreas de dobras. O condiloma acuminado, causado pelo HPV, é uma lesão verrucosa, exofítica e com aspecto de couve-flor.

Qual o tratamento para sífilis secundária?

O tratamento de escolha para sífilis secundária é a penicilina G benzatina, administrada em dose única intramuscular. Em casos de alergia à penicilina, outras opções como doxiciclina ou tetraciclina podem ser consideradas.

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