Sífilis Secundária: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem de 25 anos, queixando-se de “alergia” há 20 dias. Nega doenças prévias ou associadas, somente relata ter aparecido ferida no pênis com íngua que sarou sozinha há 2 meses. No exame físico, apresenta lesões papulosas pela pele, não poupando regiões palmo-plantares (imagem ao lado). Frente ao diagnóstico mais provável, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Às lesões de pele não desaparecerão sem tratamento;
  2. B) Não é doença de notificação compulsória;
  3. C) Após tratamento, a sorologia deverá negativar;
  4. D) Uma das medidas de prevenção e controle seria tratar a parceira(o) mesmo sem sintomatologia.

Pérola Clínica

Sífilis secundária: Lesões palmo-plantares + história de cancro → Tratar parceiro assintomático é essencial.

Resumo-Chave

O quadro clínico de lesões papulosas palmo-plantares e história de cancro peniano que regrediu espontaneamente é altamente sugestivo de sífilis secundária. A sífilis é uma doença sexualmente transmissível e de notificação compulsória, e o tratamento dos parceiros sexuais, mesmo assintomáticos, é crucial para interromper a cadeia de transmissão.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria *Treponema pallidum*, que apresenta diversas fases clínicas. A sífilis primária é caracterizada pelo cancro duro, uma lesão ulcerada indolor que regride espontaneamente. A sífilis secundária surge semanas a meses após o cancro, com disseminação sistêmica da bactéria, manifestando-se com lesões cutâneas e mucosas variadas, sendo as lesões papulosas em palmas e plantas altamente sugestivas. O diagnóstico da sífilis é feito por testes sorológicos, divididos em treponêmicos (FTA-Abs, TPPA) e não treponêmicos (VDRL, RPR). Os testes treponêmicos geralmente permanecem reagentes por toda a vida, enquanto os não treponêmicos são quantitativos e seus títulos diminuem com o tratamento, sendo úteis para monitoramento. A sífilis é uma doença de notificação compulsória. O tratamento de escolha para todas as fases da sífilis é a penicilina benzatina. É crucial tratar não apenas o paciente sintomático, mas também seus parceiros sexuais, mesmo que assintomáticos, para prevenir a reinfecção e a propagação da doença. A educação sobre prevenção e o rastreamento em populações de risco são medidas essenciais de controle.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais manifestações clínicas da sífilis secundária?

A sífilis secundária é caracterizada por lesões mucocutâneas variadas, como roséola sifilítica, pápulas (frequentemente em palmas e plantas), condiloma lata, alopécia em clareira e linfadenopatia generalizada, surgindo semanas a meses após o cancro primário.

Por que a sífilis é uma doença de notificação compulsória?

A sífilis é de notificação compulsória devido à sua alta transmissibilidade, potencial de complicações graves (incluindo sífilis congênita) e a necessidade de monitoramento epidemiológico para controle da doença e interrupção das cadeias de transmissão.

Qual o tratamento recomendado para a sífilis secundária e seus parceiros?

O tratamento padrão é a penicilina benzatina intramuscular. Para sífilis secundária, geralmente são 2 doses de 2,4 milhões de UI, com intervalo de uma semana. Os parceiros sexuais devem ser tratados empiricamente, mesmo sem sintomas, para quebrar a cadeia de transmissão.

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