Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
Assinale a alternativa que representa uma lesão característica da sífilis secundária.
Sífilis secundária → lesões cutâneas e mucosas disseminadas, como pápulas, roséola e condiloma lata.
A sífilis secundária é a fase mais sintomática da doença, caracterizada por manifestações mucocutâneas disseminadas, incluindo pápulas, roséola sifilítica e condiloma lata, que são altamente infecciosas.
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, com uma história natural que se divide em fases primária, secundária, latente e terciária. A sífilis secundária é a fase mais sintomática, ocorrendo semanas a meses após o cancro primário, e é caracterizada por disseminação sistêmica da bactéria. É de grande importância clínica devido à sua alta infectividade e às manifestações variadas que podem mimetizar outras doenças. A fisiopatologia envolve a disseminação hematogênica do Treponema pallidum, levando a uma resposta inflamatória sistêmica. As manifestações cutâneas são as mais proeminentes, incluindo a roséola sifilítica (máculas eritematosas no tronco), pápulas (lesões elevadas, muitas vezes em palmas e plantas, que podem ser descamativas) e condiloma lata (lesões úmidas e verrucosas em áreas intertriginosas). Outros sinais incluem linfadenopatia generalizada, febre, mal-estar, cefaleia, mialgia e alopecia em clareira. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na presença das lesões características, e confirmado por testes sorológicos treponêmicos (FTA-Abs, TPHA) e não treponêmicos (VDRL, RPR). O tratamento é eficaz com penicilina benzatina intramuscular, sendo crucial para prevenir a progressão para fases mais graves e interromper a cadeia de transmissão. A identificação e tratamento precoces são essenciais para o prognóstico do paciente e a saúde pública.
A sífilis secundária manifesta-se com lesões cutâneas e mucosas disseminadas (roséola, pápulas, condiloma lata), linfadenopatia generalizada, febre, mal-estar e alopecia.
O diagnóstico é clínico, baseado nas lesões, e confirmado por testes sorológicos (VDRL/RPR e FTA-Abs/TPHA). A microscopia de campo escuro pode identificar espiroquetas nas lesões.
O tratamento padrão é penicilina benzatina intramuscular em dose única. Em casos de alergia, doxiciclina ou tetraciclina podem ser usadas.
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