CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Questão que facilmente pode ter sido tirada de um banco de questões para prova de residência médica. Em nenhum momento é exigido um conhecimento oftalmológico específico. Logo, vamos ver o que diz o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) de 2022 sobre o diagnóstico e tratamento de sífilis. Em relação aos diagnósticos, nós temos os imunológicos treponêmicos que são testes que detectam anticorpos específicos produzidos contra os antígenos de T. pallidum. São os primeiros a se tornarem reagentes, podendo ser utilizados como primeiro teste ou teste complementar. Em 85% dos casos, permanecem reagentes por toda vida, mesmo após o tratamento e, por isso, não são indicados para o monitoramento da resposta ao tratamento. Sobre o tratamento, A benzilpenicilina benzatina é o medicamento de escolha para o tratamento de sífilis, sendo a única droga com eficácia documentada durante a gestação. Não há evidências de resistência de T. pallidum à penicilina no Brasil e no mundo. Além disso, como opção terapêutica temos a doxiciclina e a ceftrioxona. Por fim, sobre a reação de Jarisch â Herxheimer, caracteriza-se por um evento que pode ocorrer durante as 24 horas após a primeira dose de penicilina, em especial nas fases primária ou secundária. Caracteriza-se por exacerbação das lesões cutâneas, mal-estar geral, febre, cefaleia e artralgia, que regridem espontaneamente após 12 a 24 horas49. Pode ser controlada com o uso de analgésicos simples, conforme a necessidade, sem ser preciso descontinuar o tratamento. 
Sífilis primária = Penicilina Benzatina 2,4 mi UI (dose única) IM.
A benzilpenicilina benzatina é a droga de escolha para sífilis, sendo a única eficaz na gestação. A reação de Jarisch-Herxheimer é um evento febril agudo autolimitado.
A sífilis é uma infecção sistêmica causada pelo Treponema pallidum, cujo manejo é guiado por protocolos rigorosos de saúde pública. O diagnóstico baseia-se na combinação de testes treponêmicos e não treponêmicos, sendo os primeiros os mais precoces a positivar. O tratamento com penicilina benzatina permanece como o pilar terapêutico, sem evidências de resistência bacteriana significativa. A compreensão da reação de Jarisch-Herxheimer é crucial para evitar diagnósticos errôneos de hipersensibilidade medicamentosa. Além disso, a distinção entre testes diagnósticos e de monitoramento é fundamental na prática clínica para evitar tratamentos repetitivos e desnecessários em pacientes com cicatriz sorológica estável.
O tratamento de escolha para a sífilis primária, secundária e latente recente (com menos de um ano de evolução) é a benzilpenicilina benzatina na dose de 2,4 milhões de UI, administrada por via intramuscular em dose única (1,2 milhão de UI em cada glúteo). Esta é a única terapia com eficácia documentada para prevenir a transmissão vertical durante a gestação. Em casos de alergia à penicilina em pacientes não gestantes, a doxiciclina pode ser utilizada como alternativa, embora a penicilina continue sendo o padrão-ouro global devido à ausência de resistência documentada do Treponema pallidum.
A reação de Jarisch-Herxheimer é uma resposta sistêmica aguda que ocorre nas primeiras 24 horas após o início do tratamento antimicrobiano para infecções por espiroquetas, especialmente a sífilis. Clinicamente, manifesta-se com febre, calafrios, cefaleia, mialgia e exacerbação das lesões cutâneas. É mais comum nas fases primária e secundária da doença. O manejo é sintomático com analgésicos e antitérmicos, não sendo necessária a interrupção do tratamento, pois a reação regride espontaneamente em 12 a 24 horas.
Os testes treponêmicos (como o FTA-Abs ou testes rápidos) detectam anticorpos específicos contra antígenos do Treponema pallidum. Em cerca de 85% dos indivíduos infectados, esses testes permanecem reagentes pelo resto da vida (cicatriz sorológica), independentemente do tratamento adequado. Portanto, eles são úteis para o diagnóstico inicial, mas não servem para monitorar a resposta terapêutica ou identificar reinfecções. Para o seguimento pós-tratamento, devem ser utilizados testes não treponêmicos, como o VDRL, que permitem a quantificação de títulos.
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