SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020
Mulher, 30 anos, sexualmente ativa, comparece a unidade de saúde apresentando lesão ulcerada (única) na vulva, indolor, com bordas duras e fundo limpo. (VDRL: SORO REAGENTE). O tratamento para esta paciente é:
Sífilis primária (cancro duro indolor + VDRL reagente) → Penicilina benzatina 2.400.000 UI IM dose única.
A sífilis primária é caracterizada por uma úlcera genital única, indolor (cancro duro) e VDRL reagente, sendo o tratamento de escolha a Penicilina Benzatina 2.400.000 UI, administrada em dose única intramuscular.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode apresentar diversas manifestações clínicas ao longo de sua evolução. A sífilis primária é o primeiro estágio da doença, caracterizado pelo surgimento do cancro duro, uma lesão ulcerada no local de inoculação da bactéria. O cancro duro tipicamente se apresenta como uma úlcera única, indolor, com bordas endurecidas e fundo limpo, geralmente localizada na genitália, mas podendo ocorrer em outras áreas. O diagnóstico é confirmado pela presença do cancro duro e por testes sorológicos reagentes, como o VDRL (Venereal Disease Research Laboratory), que é um teste não treponêmico e indica atividade da doença. O tratamento da sífilis primária é crucial para interromper a progressão da doença e prevenir complicações. A Penicilina Benzatina é o antibiótico de escolha devido à sua alta eficácia e longa duração de ação. A dose recomendada para sífilis primária é de 2.400.000 UI, administrada em dose única por via intramuscular. É fundamental que residentes e profissionais de saúde conheçam este esquema terapêutico para garantir o manejo adequado e o controle da sífilis.
O cancro duro é uma úlcera genital única, indolor, com bordas elevadas e endurecidas e fundo limpo, que aparece no local de inoculação da bactéria Treponema pallidum, geralmente 10 a 90 dias após a exposição.
A penicilina benzatina é o tratamento de escolha devido à sua alta eficácia contra o Treponema pallidum, baixo custo, facilidade de administração (dose única intramuscular) e perfil de segurança favorável.
O diagnóstico da sífilis é feito por testes treponêmicos (FTA-Abs, TP-PA, ELISA) e não treponêmicos (VDRL, RPR). O VDRL reagente, juntamente com a clínica, confirma a sífilis ativa.
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