Sífilis Primária: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020

Enunciado

A transmissibilidade da sífilis é maior nos estágios iniciais (sífilis primária e secundária), diminuindo gradualmente com o passar do tempo (sífilis latente recente/tardia). Com relação às manifestações clínicas de sífilis adquirida, de acordo com o tempo de infecção, evolução e estágios da doença, podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) São manifestações da sífilis secundária linfadenopatia generalizada e lesões gomosas e nodulares.
  2. B) Na sífilis terciaria encontramos lesões cutâneo-mucosas (roséola, placas mucosas, sifílides papulosas, sifílides palmoplantares, condiloma plano, alopecia em clareira, madarose, rouquidão.
  3. C) A sífilis latente tardia manifesta-se principalmente pela presença de lesões gomosas e nodulares.
  4. D) Na sífilis primária poderemos encontrar o cancro duro e linfonodos regionais.
  5. E) A sífilis secundária pode se manifestar pela presença de linfonodos regionais, quadros neurológicos, oculares e hepáticos.

Pérola Clínica

Sífilis primária → Cancro duro (indolor) + linfadenopatia regional.

Resumo-Chave

A sífilis primária é caracterizada pelo cancro duro, uma lesão ulcerada, geralmente única e indolor, que surge no local de inoculação do Treponema pallidum, acompanhada de linfadenopatia regional.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, com uma história natural complexa e manifestações clínicas variadas que dependem do estágio da doença. A compreensão dos diferentes estágios é crucial para o diagnóstico e tratamento adequados, especialmente devido ao aumento da incidência global. A transmissibilidade é maior nas fases iniciais, primária e secundária. A sífilis primária é o primeiro estágio da doença, caracterizado pelo surgimento do cancro duro, uma lesão ulcerada, geralmente única, indolor e de base endurecida, que aparece no local de inoculação do treponema (genitais, ânus, boca). Esta lesão é acompanhada por linfadenopatia regional, ou seja, aumento dos gânglios linfáticos próximos à úlcera. O cancro duro geralmente regride espontaneamente em 3 a 6 semanas, mesmo sem tratamento, mas a infecção persiste. Após a fase primária, se não tratada, a doença pode evoluir para a sífilis secundária, com manifestações cutâneo-mucosas disseminadas (roséola, pápulas, condiloma plano), linfadenopatia generalizada, febre e mal-estar. A sífilis latente é uma fase assintomática, e a sífilis terciária, que pode ocorrer anos após a infecção inicial, é caracterizada por lesões gomosas, cardiovasculares e neurológicas (neurosífilis). O diagnóstico precoce e o tratamento com penicilina são fundamentais para interromper a progressão da doença e prevenir complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características do cancro duro na sífilis primária?

O cancro duro é uma úlcera única, indolor, de bordas elevadas e fundo limpo, que surge no local de inoculação do Treponema pallidum, geralmente 10 a 90 dias após a exposição.

Como diferenciar a sífilis primária da sífilis secundária?

A sífilis primária é caracterizada pelo cancro duro e linfadenopatia regional. A sífilis secundária, que ocorre semanas a meses após a primária, apresenta lesões cutâneo-mucosas disseminadas (roséola, pápulas, condiloma plano) e linfadenopatia generalizada.

A sífilis latente apresenta sintomas?

Não, a sífilis latente é uma fase assintomática da doença, detectada apenas por testes sorológicos. Pode ser recente (até 1 ano de infecção) ou tardia (mais de 1 ano).

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