Sífilis Primária: Diagnóstico Diferencial de Úlceras Genitais

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021

Enunciado

Um paciente do sexo masculino com 20 anos de idade procura uma UBS apresentando teste rápido reagente para sífilis. Na ficha de atendimento observa-se que o exame físico mostra a presença de úlcera genital associada a adenomegalia inguinal bilateral.Considerando esse caso clínico e baseando-se nas recomendações do Ministério da Saúde do Brasil, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) A descrição clínica é de um provável caso de sífilis secundária.
  2. B) O tratamento só deve ser iniciado se o teste VDRL for reagente.
  3. C) O diagnóstico diferencial deve ser feito com donovanose, herpes genital e linfogranuloma venéreo.
  4. D) O antimicrobiano de escolha é a amoxilina associada ao ácido clavulânico.

Pérola Clínica

Úlcera genital indolor + adenomegalia bilateral → Sífilis Primária. DD: Herpes, Cancro Mole, LGV, Donovanose.

Resumo-Chave

A sífilis primária se manifesta tipicamente com uma úlcera genital (cancro duro) indolor e adenomegalia inguinal bilateral. É crucial realizar o diagnóstico diferencial com outras causas de úlceras genitais, como herpes genital, cancro mole, linfogranuloma venéreo e donovanose, para instituir o tratamento correto.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode apresentar diversas manifestações clínicas e evoluir em estágios se não tratada. A sífilis primária é o primeiro estágio sintomático, caracterizado pelo surgimento de uma úlcera genital, e seu diagnóstico precoce é fundamental para interromper a cadeia de transmissão e prevenir complicações graves. Clinicamente, a sífilis primária se manifesta como um cancro duro: uma úlcera geralmente única, indolor, de bordas elevadas e endurecidas, com fundo limpo, que aparece no local de inoculação (genitália, ânus, boca). É comum a presença de adenomegalia inguinal bilateral, não dolorosa e de consistência elástica. O diagnóstico é feito pela clínica, teste rápido reagente e, idealmente, confirmado por testes treponêmicos e não treponêmicos. É crucial realizar o diagnóstico diferencial com outras causas de úlceras genitais, como herpes genital (lesões vesiculares dolorosas), cancro mole (úlceras múltiplas, dolorosas, com adenopatia supurativa), linfogranuloma venéreo (úlcera transitória seguida de bubão inguinal) e donovanose (lesões granulomatosas indolores). O tratamento de escolha para sífilis primária é a penicilina benzatina, administrada em dose única intramuscular, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. É imperativo iniciar o tratamento prontamente após o diagnóstico clínico e laboratorial inicial, sem aguardar resultados de testes confirmatórios, para evitar a progressão da doença. O seguimento sorológico é essencial para monitorar a resposta ao tratamento. Além disso, a notificação da doença e o tratamento dos parceiros sexuais são medidas cruciais para o controle epidemiológico da sífilis.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da sífilis primária?

A sífilis primária é caracterizada pelo cancro duro, uma úlcera genital única, indolor, de bordas elevadas e fundo limpo, que surge no local de inoculação. Frequentemente, é acompanhada por adenomegalia inguinal bilateral, não dolorosa e de consistência elástica.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais de úlcera genital?

Os principais diagnósticos diferenciais de úlcera genital incluem herpes genital (múltiplas, dolorosas, vesículas), cancro mole (múltiplas, dolorosas, fundo sujo, adenomegalia unilateral supurativa), linfogranuloma venéreo (úlcera transitória, adenomegalia supurativa unilateral) e donovanose (lesões granulomatosas, indolores, sem adenopatia).

Qual o tratamento de escolha para sífilis primária?

O tratamento de escolha para sífilis primária, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, é a penicilina benzatina, em dose única intramuscular. O tratamento deve ser iniciado prontamente após o diagnóstico clínico e laboratorial (teste rápido reagente), sem aguardar resultados de testes confirmatórios como o VDRL.

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