Sífilis: Diagnóstico, Estágios e Tratamento Essencial

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022

Enunciado

Uma mulher de 31 anos vai ao consultório para um exame de rotina. A data da última menstruação (IDUM) ocorreu há duas semanas. Ela não tem história clínica ou cirúrgica prévia significativa e nega ter sido tratada para ISTs. O exame da genitália externa revela lesão indolor, firme, ulcerada, de cerca de 1 cm de diâmetro, com bordas elevadas e base endurecida, localizada em grande lábio direito, que foi diagnosticada como cancro duro sifilítico. Sobre a evolução, diagnóstico e tratamento da sífilis em geral, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A redução de dois ou mais títulos do teste não treponêmico (ex.: de 1:32 para 1:8) ou a negativação após seis meses a nove meses do tratamento demonstra a cura da infecção.
  2. B) A maioria dos diagnósticos de sífilis ocorre na fase latente.
  3. C) A presença de meningismo é patognomônico da sífilis tardia.
  4. D) A sífilis de duração ignorada deve ser tratada com 2,4 milhões de Ul semanais de Pencilina benzatina, por 3 semanas.
  5. E) A sífilis terciária pode surgir entre 2 a 40 anos após o início da infecção.

Pérola Clínica

Sífilis terciária = Manifestações tardias (gomas, cardiovascular, neurossífilis) que surgem tipicamente >10 anos pós-infecção.

Resumo-Chave

A sífilis é uma doença complexa com múltiplas fases. O cancro duro é a lesão primária, indolor e ulcerada. A sífilis terciária, embora rara hoje, manifesta-se tipicamente décadas após a infecção inicial, e a afirmação de que pode surgir em apenas 2 anos é questionável para as formas clássicas de sífilis terciária.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria *Treponema pallidum*, apresentando diversas fases clínicas. A sífilis primária é caracterizada pelo cancro duro, uma úlcera indolor no local de inoculação. A sífilis secundária manifesta-se com lesões cutâneas e mucosas, linfadenopatia e sintomas sistêmicos. A fase latente é assintomática, sendo a mais comum para o diagnóstico. A sífilis terciária é a fase mais tardia da doença, desenvolvendo-se em uma minoria de pacientes não tratados, geralmente após um longo período de latência. Suas manifestações incluem gomas sifilíticas (lesões granulomatosas em pele, ossos ou órgãos), sífilis cardiovascular (aortite, aneurisma) e neurossífilis (tabes dorsalis, paresia geral). O tratamento padrão para todas as fases da sífilis é a penicilina benzatina. É crucial que residentes e estudantes de medicina compreendam a história natural da sífilis e suas diversas apresentações para um diagnóstico e tratamento adequados. A vigilância e o acompanhamento sorológico pós-tratamento são essenciais para confirmar a cura e prevenir a progressão para as fases mais graves da doença, que podem ter consequências devastadoras.

Perguntas Frequentes

Quais são as características do cancro duro sifilítico?

O cancro duro é uma lesão primária da sífilis, tipicamente indolor, firme, ulcerada, com bordas elevadas e base endurecida, que aparece no local de inoculação da bactéria. Geralmente regride espontaneamente em algumas semanas.

Como é feito o diagnóstico de cura da sífilis após o tratamento?

A cura da sífilis é confirmada pela redução de dois ou mais títulos do teste não treponêmico (ex: VDRL de 1:32 para 1:8) ou pela negativação do teste, geralmente avaliados após 6 a 9 meses do tratamento adequado com penicilina.

Quais são as principais manifestações da sífilis terciária?

A sífilis terciária pode se manifestar como sífilis gomosa (lesões granulomatosas em pele, ossos ou órgãos), sífilis cardiovascular (aortite, aneurisma) e neurossífilis tardia (tabes dorsalis, paresia geral progressiva), que podem surgir décadas após a infecção inicial.

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