AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Sobre a sífilis, assinale a alternativa INCORRETA.
Sífilis primária = cancro duro, úlcera ÚNICA e INDOLOR.
A sífilis primária é classicamente caracterizada pelo cancro duro, uma úlcera única, indolor, de bordas elevadas e fundo limpo. Úlceras múltiplas e dolorosas são mais típicas de outras ISTs, como o cancro mole ou herpes genital.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que apresenta diversas manifestações clínicas e um impacto significativo na saúde pública, especialmente devido à sífilis congênita. O conhecimento aprofundado sobre suas fases e tratamento é crucial para médicos residentes. A doença evolui em fases (primária, secundária, latente e terciária), cada uma com características distintas. Na fase primária, a sífilis se manifesta classicamente pelo cancro duro, uma úlcera única, indolor, de bordas endurecidas e fundo limpo, que aparece no local de inoculação. Esta lesão pode ser acompanhada de linfonodomegalia regional indolor. O diagnóstico é feito por testes treponêmicos (como FTA-ABS, TP-PA) e não treponêmicos (como VDRL, RPR), sendo o FTA-ABS considerado o padrão-ouro entre os treponêmicos. O tratamento da sífilis é feito com penicilina, que é o único fármaco efetivo para prevenir a transmissão materno-fetal e tratar a infecção fetal. É imperativo tratar o parceiro sexual, mesmo que sorologicamente negativo, para evitar a reinfecção e a propagação da doença. A identificação e o tratamento precoces são essenciais para prevenir complicações graves e a progressão para as fases mais avançadas da doença.
A sífilis primária é caracterizada pelo cancro duro, uma úlcera geralmente única, indolor, com bordas elevadas e fundo limpo, que surge no local de inoculação do Treponema pallidum.
A penicilina é o único fármaco comprovadamente eficaz para prevenir a transmissão materno-fetal da sífilis e tratar a infecção fetal, além de ser altamente eficaz para todas as fases da sífilis em adultos.
É fundamental tratar o parceiro sexual, mesmo que sorologicamente negativo, para interromper a cadeia de transmissão e prevenir a reinfecção do paciente tratado.
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