Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Qual é o agente etiológico da sífilis primária?
Sífilis primária → Treponema pallidum = cancro duro indolor.
A sífilis primária é causada pela bactéria espiroqueta Treponema pallidum, manifestando-se classicamente como um cancro duro, único e indolor no local da inoculação, que regride espontaneamente mesmo sem tratamento.
A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica, crônica e de evolução variável, causada pela bactéria espiroqueta Treponema pallidum subespécie pallidum. Sua transmissão ocorre principalmente por via sexual, mas também pode ser vertical (congênita) ou por transfusão sanguínea. A sífilis primária representa o estágio inicial da infecção, sendo de grande importância clínica e epidemiológica devido à sua alta transmissibilidade e potencial de progressão para estágios mais graves se não tratada. A fisiopatologia da sífilis primária envolve a penetração do Treponema pallidum através de microabrasões na pele ou mucosas, com um período de incubação que varia de 10 a 90 dias. A manifestação clássica é o cancro duro, uma lesão ulcerada, única, indolor, de base endurecida e bordas elevadas, que aparece no local da inoculação. O diagnóstico é feito pela identificação do agente em campo escuro ou por testes sorológicos (treponêmicos e não treponêmicos), sendo crucial a suspeita clínica em pacientes com úlceras genitais. O tratamento da sífilis primária é fundamental para interromper a progressão da doença e prevenir complicações tardias. A penicilina G benzatina é o antibiótico de escolha, com alta eficácia. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas a falta de tratamento pode levar à sífilis secundária, latente e terciária, com envolvimento de múltiplos órgãos e sistemas. A notificação compulsória e o rastreamento de parceiros sexuais são essenciais para o controle da doença.
A sífilis primária se manifesta principalmente por um cancro duro, uma úlcera única, indolor, de bordas elevadas e fundo limpo, que surge no local de inoculação da bactéria. Pode haver linfadenopatia regional indolor.
O diagnóstico laboratorial da sífilis primária pode ser feito pela pesquisa direta do Treponema pallidum em campo escuro a partir da lesão, ou por testes sorológicos como VDRL/RPR (não treponêmicos) e FTA-Abs/TPHA (treponêmicos).
O tratamento padrão para a sífilis primária é a penicilina G benzatina, administrada em dose única intramuscular. Em casos de alergia à penicilina, alternativas como doxiciclina ou tetraciclina podem ser consideradas.
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