Sífilis Primária: Diagnóstico da Úlcera Genital Indolor

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 33 anos relata o aparecimento de uma lesão genital indolor há 10 dias, acompanhada de linfonodomegalia inguinal bilateral não dolorosa. No exame físico, observa-se uma única úlcera em região vulvar, com bordas regulares e base limpa, levemente endurecida. A paciente não apresenta febre, e o exame físico adicional é normal. O histórico sexual revela múltiplos parceiros nos últimos meses e ausência de uso consistente de preservativo. Com base nesse quadro clínico atípico, qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Cancroide, devido à úlcera genital com linfonodomegalia associada, apesar da ausência de dor.
  2. B) Herpes genital, considerando o comportamento sexual da paciente e a presença de linfonodomegalia.
  3. C) Sífilis primária, devido à úlcera indolor com base limpa e linfonodomegalia bilateral associada.
  4. D) Donovanose, baseada na descrição de úlcera vulvar isolada e histórico de múltiplos parceiros sexuais.

Pérola Clínica

Úlcera genital indolor com bordas regulares e base limpa + linfonodomegalia bilateral não dolorosa → Sífilis primária.

Resumo-Chave

A sífilis primária, causada pelo Treponema pallidum, manifesta-se tipicamente como uma úlcera genital única, indolor (cancro duro), com bordas regulares e base limpa, frequentemente acompanhada de linfonodomegalia inguinal bilateral, não dolorosa e elástica. O histórico sexual de múltiplos parceiros e ausência de preservativo aumenta a suspeita.

Contexto Educacional

A sífilis primária é a primeira fase da infecção pela bactéria Treponema pallidum, uma doença sexualmente transmissível (DST) de grande importância em saúde pública. Caracteriza-se pelo aparecimento do cancro duro, uma lesão ulcerada no local de inoculação, geralmente na genitália, 10 a 90 dias após a exposição. A prevalência da sífilis tem aumentado globalmente, tornando seu reconhecimento precoce fundamental para o controle da doença e prevenção de complicações tardias. O cancro duro é classicamente uma úlcera única, indolor, com bordas regulares e elevadas, base limpa e endurecida. É frequentemente acompanhado por linfonodomegalia inguinal bilateral, não dolorosa e elástica. A fisiopatologia envolve a replicação bacteriana local e disseminação linfática. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a confirmação laboratorial é essencial, utilizando testes treponêmicos e não treponêmicos. O tratamento da sífilis primária é simples e eficaz com penicilina benzatina. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas a ausência de tratamento pode levar à progressão para as fases secundária, latente e terciária, com complicações graves em múltiplos órgãos. A identificação e tratamento dos parceiros sexuais são cruciais para interromper a cadeia de transmissão.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da úlcera genital na sífilis primária?

A úlcera genital na sífilis primária, conhecida como cancro duro, é tipicamente única, indolor, com bordas bem definidas e elevadas, base limpa e endurecida. Geralmente aparece no local de inoculação do Treponema pallidum.

Como diferenciar a sífilis primária de outras DSTs ulcerativas?

A sífilis primária se diferencia pela úlcera indolor e linfonodomegalia não dolorosa. O cancroide causa úlceras dolorosas com bordas irregulares e linfonodos dolorosos. O herpes genital apresenta múltiplas vesículas que evoluem para úlceras dolorosas e recorrentes.

Quais exames laboratoriais são utilizados para confirmar o diagnóstico de sífilis primária?

O diagnóstico de sífilis primária é confirmado por testes treponêmicos (FTA-Abs, TPPA) e não treponêmicos (VDRL, RPR). A microscopia de campo escuro da lesão também pode identificar o Treponema pallidum diretamente.

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