Sífilis Primária: Tratamento e Seguimento com Penicilina

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023

Enunciado

Considerando-se os casos de sífilis, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A neurossífilis deve ser tratada preferencialmente com penicilina G benzatina em dose única, e seu seguimento deve ocorrer por meio de líquor de seis em seis meses no primeiro ano.
  2. B) A sífilis primária deve ser tratada preferencialmente com penicilina G benzatina em dose única, e seu seguimento deve ocorrer por meio de teste não treponêmico VDRL ou RPR no primeiro ano de forma semestral ao menos.
  3. C) A sífilis latente recente deve ser tratada preferencialmente com penicilina G benzatina em dose trimestral, e seu seguimento deve ocorrer por meio de teste não treponêmico VDRL ou RPR no primeiro ano de forma trimestral.
  4. D) A sífilis latente com duração ignorada deve ser tratada preferencialmente com penicilina G benzatina em dose única, e seu seguimento deve ocorrer por meio de teste não treponêmico VDRL ou RPR no primeiro ano de forma semestral.

Pérola Clínica

Sífilis primária/secundária/latente recente → Penicilina G benzatina dose única (2,4 milhões UI IM). Seguimento VDRL/RPR semestral por 1 ano.

Resumo-Chave

O tratamento da sífilis primária é feito com penicilina G benzatina em dose única, sendo o seguimento essencial para monitorar a resposta terapêutica. A queda dos títulos de VDRL/RPR em pelo menos duas diluições (ex: 1:32 para 1:8) é o principal indicador de cura.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, apresentando diversas fases clínicas (primária, secundária, latente e terciária). O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para evitar complicações graves e a transmissão. A sífilis primária é caracterizada pelo cancro duro, uma lesão ulcerada indolor no local de inoculação. O tratamento de escolha para sífilis primária, secundária e latente recente é a penicilina G benzatina, 2,4 milhões de UI, administrada em dose única intramuscular (dividida em duas aplicações). A penicilina é o único antibiótico com eficácia comprovada para o tratamento da sífilis em todas as suas fases. O seguimento após o tratamento é realizado com testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) para monitorar a resposta terapêutica. Para sífilis primária, o seguimento deve ocorrer a cada 3 ou 6 meses no primeiro ano. A queda de pelo menos duas diluições nos títulos (ex: de 1:32 para 1:8) é indicativo de cura. A neurossífilis e a sífilis latente tardia ou de duração ignorada possuem esquemas de tratamento e seguimento diferenciados, com doses repetidas de penicilina G benzatina ou penicilina cristalina, e acompanhamento mais rigoroso, incluindo análise do líquor para neurossífilis.

Perguntas Frequentes

Qual o tratamento de escolha para sífilis primária?

O tratamento de escolha para sífilis primária é a penicilina G benzatina, 2,4 milhões de UI, administrada em dose única intramuscular, dividida em duas aplicações em cada glúteo.

Como é feito o seguimento laboratorial após o tratamento da sífilis?

O seguimento é feito com testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) a cada 3 ou 6 meses no primeiro ano, dependendo do estágio da sífilis, para monitorar a queda dos títulos e confirmar a resposta terapêutica.

Quando suspeitar de falha terapêutica ou reinfecção na sífilis?

Suspeita-se de falha terapêutica se os títulos do VDRL/RPR não caírem em pelo menos duas diluições após 6-12 meses do tratamento, ou se houver aumento persistente dos títulos, o que pode indicar reinfecção.

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