Sífilis Primária: Diagnóstico e Manejo do Cancro Duro

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014

Enunciado

Uma mulher com 25 anos de idade comparece ao Ambulatório e refere o aparecimento, há 10 dias, de ferida não dolorosa na vulva, mostrada na foto abaixo. Relata relação sexual desprotegida há 30 dias. Nega dor ou febre. Ao exame, observa-se lesão única, ulcerada, de bordas endurecidas: Considerando a etiologia mais provável, o exame que deve ser solicitado para confirmação diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Bacterioscopia de esfregaço da lesão corado pelo método de Gram.
  2. B) Pesquisa em campo escuro do agente etiológico.
  3. C) Pesquisa bacteriológica a fresco.
  4. D) Cultura de secreção da lesão.

Pérola Clínica

Úlcera única + indolor + bordas endurecidas → Sífilis primária (Cancro duro).

Resumo-Chave

O cancro duro surge após 10-90 dias da infecção. A microscopia de campo escuro é o padrão-ouro na fase inicial, pois os testes sorológicos podem ser negativos.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sistêmica causada pelo Treponema pallidum. A fase primária é marcada pelo cancro duro, que desaparece espontaneamente em 3 a 6 semanas, levando à falsa sensação de cura. O diagnóstico definitivo nesta fase é feito pela demonstração do agente em exames diretos, como campo escuro ou imunofluorescência direta. A compreensão da janela imunológica é vital para evitar diagnósticos perdidos.

Perguntas Frequentes

Por que a microscopia de campo escuro é preferida na fase inicial?

Na sífilis primária, o Treponema pallidum está presente em abundância na lesão, permitindo visualização direta. Testes sorológicos como o VDRL podem ser negativos nas primeiras semanas após o aparecimento do cancro, pois o corpo ainda não produziu anticorpos em níveis detectáveis.

Quais as características clássicas do cancro duro?

É uma úlcera única, geralmente indolor, com base limpa e bordas endurecidas (infiltradas), acompanhada de linfadenopatia regional indolor. O período de incubação médio é de 3 semanas.

Como proceder se a microscopia não estiver disponível?

Na impossibilidade de exames diretos, deve-se realizar testes treponêmicos e não treponêmicos. Se a suspeita clínica for alta, o tratamento pode ser iniciado enquanto se aguarda a sorologia ou se repete o teste em 30 dias.

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