CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Podemos afirmar sobre a sífilis que:
Sífilis ocular = Neurossífilis → Tratamento com Penicilina Cristalina IV.
Qualquer manifestação ocular da sífilis deve ser tratada com o mesmo protocolo da neurossífilis, utilizando penicilina cristalina endovenosa por 10 a 14 dias.
A sífilis, causada pelo *Treponema pallidum*, é conhecida como 'a grande imitadora' devido à sua diversidade de apresentações clínicas. O envolvimento ocular pode ocorrer em qualquer estágio da doença (primária, secundária ou terciária), sendo a uveíte posterior e a panuveíte as formas mais comuns e graves. O diagnóstico baseia-se em testes treponêmicos e não-treponêmicos positivos associados ao quadro clínico. A alteração retiniana em 'sal e pimenta' é classicamente associada à sífilis congênita, embora possa ocorrer na adquirida. O tratamento agressivo com penicilina parenteral é fundamental para prevenir a perda visual permanente e tratar focos ocultos de infecção no sistema nervoso.
A sífilis ocular é considerada uma manifestação da neurossífilis devido à continuidade anatômica entre o olho e o sistema nervoso central. Estudos mostram que pacientes com envolvimento ocular têm alta probabilidade de envolvimento do SNC, exigindo antibióticos que atravessem a barreira hematoencefálica em concentrações adequadas.
Sim, a realização do exame de líquor (LCR) é recomendada em todos os casos de sífilis ocular para avaliar o envolvimento do SNC, independentemente da presença de sintomas neurológicos, pois isso pode guiar o prognóstico e o seguimento do paciente.
O esquema padrão é a Penicilina G Cristalina (Potássica) na dose de 18 a 24 milhões de unidades por dia, administrada por via endovenosa (dividida em doses a cada 4 horas ou infusão contínua), por um período de 10 a 14 dias.
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