UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
As doenças sexualmente transmissíveis (DST), no curso da gravidez, podem ter efeitos devastadores no feto, na gravidez e no parceiro. No pré-natal, o casal deve ser avaliado para a possibilidade de DST, aconselhado sobre a possibilidade e importância da infecção perinatal e estimulado ao tratamento, caso seja necessário. Uma gestante refere possibilidade do contágio para sífilis há 2 anos. Apresenta VDRL 1:64 e FTA-Abs reagente. Neste caso, o diagnóstico é:
Gestante com sífilis > 1 ano ou tempo indeterminado e VDRL/FTA-Abs reagentes → Sífilis latente tardia.
O estadiamento da sífilis é crucial na gestação para determinar a conduta e o risco de transmissão congênita. A sífilis latente tardia é definida por infecção há mais de um ano ou tempo indeterminado, sem manifestações clínicas, e requer tratamento específico para proteger o feto.
A sífilis na gravidez é uma condição de saúde pública grave, com potencial para causar efeitos devastadores no feto, na gravidez e no parceiro. A infecção por Treponema pallidum pode levar a aborto espontâneo, parto prematuro, natimorto e sífilis congênita, uma doença grave que afeta múltiplos órgãos do recém-nascido. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado durante o pré-natal são cruciais para prevenir essas complicações. O diagnóstico da sífilis gestacional baseia-se em testes sorológicos. O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) é um teste não treponêmico que avalia a atividade da doença, e seu título pode diminuir com o tratamento. O FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption) é um teste treponêmico que confirma a presença de anticorpos específicos contra o Treponema pallidum, permanecendo reagente por toda a vida após a infecção. A sífilis latente tardia é diagnosticada quando a infecção ocorreu há mais de um ano ou o tempo de infecção é indeterminado, na ausência de sinais e sintomas clínicos. O tratamento da sífilis na gravidez, especialmente na forma latente tardia, envolve penicilina benzatina em doses específicas e acompanhamento rigoroso. A identificação e tratamento do parceiro sexual são igualmente importantes para evitar a reinfecção. O manejo adequado visa erradicar a infecção materna e prevenir a transmissão vertical, garantindo a saúde da mãe e do bebê.
A sífilis latente tardia é definida pela ausência de manifestações clínicas e tempo de infecção superior a um ano ou indeterminado, com testes sorológicos reagentes (VDRL e FTA-Abs).
O FTA-Abs é um teste treponêmico que confirma a infecção por Treponema pallidum, sendo reagente por toda a vida após o contato, diferenciando-se do VDRL que titula a atividade da doença.
A sífilis latente tardia pode levar a aborto, parto prematuro, natimorto e sífilis congênita, com risco de transmissão vertical ainda presente, embora menor que na sífilis recente.
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