CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível curável causada pela bactéria Treponema pallidum sendo CORRETO afirmar que:
Sífilis latente assintomática com teste reagente → TRATAR.
O diagnóstico da sífilis latente exige a combinação de história clínica e resultados sorológicos. Mesmo pacientes assintomáticos com testes reagentes e sem tratamento prévio devem ser tratados para evitar progressão da doença e transmissão.
A sífilis, causada pelo Treponema pallidum, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) de grande relevância clínica e epidemiológica. Sua apresentação clínica é variada, e a sífilis latente, caracterizada pela ausência de sinais e sintomas, representa um desafio diagnóstico e terapêutico, sendo a forma mais comum da doença em muitos contextos. A compreensão de suas fases e o manejo adequado são cruciais para a saúde pública. O diagnóstico da sífilis latente é fundamentalmente sorológico, combinando testes treponêmicos (como FTA-Abs, TP-PA) e não treponêmicos (como VDRL, RPR). A história clínica detalhada é essencial para determinar o tempo de infecção e guiar o tratamento. Pacientes assintomáticos com testes reagentes e sem tratamento prévio adequado devem ser tratados para evitar complicações tardias e a transmissão. O tratamento da sífilis, em todas as suas fases, é realizado com penicilina benzatina, com esquemas posológicos que variam conforme a fase da doença. A monitorização pós-tratamento com testes não treponêmicos é importante para avaliar a resposta terapêutica, observando a queda dos títulos. A sífilis congênita, resultado da transmissão vertical, é uma complicação grave que pode ser prevenida com o diagnóstico e tratamento adequados da gestante.
A sífilis latente é caracterizada pela ausência de sinais e sintomas clínicos da doença, sendo diagnosticada apenas por meio de testes sorológicos reagentes em pacientes sem tratamento prévio adequado.
O diagnóstico da sífilis latente baseia-se na história clínica, que inclui a ausência de sintomas e a presença de testes sorológicos treponêmicos e/ou não treponêmicos reagentes, sem evidência de tratamento prévio.
O tratamento da sífilis latente assintomática é crucial para prevenir a progressão para formas terciárias da doença, como neurossífilis ou sífilis cardiovascular, e para interromper a cadeia de transmissão.
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