UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021
M.A.S., 30 anos, assintomática, com resultado de testes rápido para sífilis positivo. Nega história prévia. MAC: contracepção hormonal. Exame físico sem alterações. Marque a alternativa mais adequada ao caso, conforme atuais diretrizes do MS.
Teste rápido sífilis positivo + assintomática + tempo indeterminado = Sífilis latente indeterminada → Penicilina benzatina 7,2 milhões UI (3 doses).
Diante de um teste treponêmico (como o rápido) positivo em paciente assintomática sem história prévia e sem dados para determinar o tempo de infecção, classifica-se como sífilis latente de tempo indeterminado, exigindo tratamento com 3 doses de penicilina benzatina.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. A sífilis latente é caracterizada pela ausência de sinais e sintomas clínicos da doença, mas com testes sorológicos positivos. Ela é classificada como precoce (infecção há menos de 1 ano) ou tardia (infecção há mais de 1 ano). Quando não é possível determinar o tempo de infecção, ela é classificada como sífilis latente de tempo indeterminado, o que tem implicações diretas no esquema terapêutico. O diagnóstico da sífilis latente de tempo indeterminado é feito em pacientes assintomáticos com testes treponêmicos (como o teste rápido ou FTA-Abs) positivos, sem história prévia de sífilis ou dados clínicos/epidemiológicos que permitam classificar a infecção como precoce ou tardia. Nesses casos, o tratamento deve cobrir a possibilidade de sífilis latente tardia. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, o tratamento para sífilis latente de tempo indeterminado é feito com penicilina benzatina 2,4 milhões de UI, administrada em três doses intramusculares, com intervalo de uma semana entre as doses, totalizando 7,2 milhões de UI. O seguimento é realizado com testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) para monitorar a queda dos títulos e a eficácia do tratamento.
É diagnosticada em pacientes com testes treponêmicos positivos (como o teste rápido) que são assintomáticos e não possuem informações suficientes para determinar se a infecção ocorreu há menos ou mais de um ano.
O tratamento recomendado é a penicilina benzatina, administrada em três doses semanais de 2,4 milhões de UI, totalizando 7,2 milhões de UI.
O seguimento com testes não treponêmicos (VDRL/RPR) é crucial para monitorar a resposta ao tratamento, verificando a queda dos títulos, e para identificar possíveis falhas terapêuticas ou reinfecções.
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