UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 32 anos refere contato sexual desprotegido na noite anterior e procurou a unidade de saúde. Foi realizado teste rápido para sífilis (imunocromatografia) que resultou positivo. Não apresenta lesão cutânea e nega ter tido sífilis anteriormente. É correto afirmar que:
Teste treponêmico (+) sem lesão ou histórico → Sífilis latente ou cicatriz; confirmar com VDRL.
Testes rápidos são treponêmicos e permanecem reagentes por toda a vida. Na ausência de sintomas, é imperativo realizar um teste não treponêmico (VDRL) para distinguir infecção ativa de cicatriz sorológica.
O diagnóstico da sífilis baseia-se na correlação entre dados clínicos, histórico de exposição e resultados laboratoriais. O uso de testes rápidos facilitou o rastreio, mas exige cautela na interpretação, especialmente em pacientes assintomáticos. A distinção entre infecção ativa e memória imunológica é o pilar para evitar tratamentos desnecessários ou subdiagnósticos de formas latentes. No contexto da saúde pública, o PCDT orienta que, diante de um teste rápido positivo, o tratamento pode ser iniciado imediatamente em gestantes ou populações de difícil seguimento, mas a confirmação laboratorial com testes não treponêmicos é o padrão-ouro para o manejo clínico adequado e seguimento de cura.
Um teste rápido positivo indica a presença de anticorpos contra o Treponema pallidum. Como esses testes são treponêmicos, eles podem representar uma infecção ativa (sífilis latente), uma infecção tratada anteriormente (cicatriz sorológica) ou, raramente, um falso-positivo. Em pacientes sem lesões clínicas e sem histórico de tratamento, deve-se proceder à investigação com testes não treponêmicos (como o VDRL) para quantificar a titulação e definir a conduta terapêutica, conforme os protocolos do Ministério da Saúde.
Os testes treponêmicos (como o Teste Rápido e FTA-Abs) detectam anticorpos específicos contra o T. pallidum e costumam ser os primeiros a positivar, permanecendo assim pelo resto da vida na maioria dos casos. Já os testes não treponêmicos (como o VDRL e RPR) detectam anticorpos contra cardiolipina, permitindo o monitoramento da atividade da doença e da resposta ao tratamento através da queda dos títulos (diluições).
A sífilis latente é caracterizada pela ausência de sinais e sintomas clínicos, mas com sorologia reagente. Ela é classificada em latente recente (infecção com menos de um ano) ou latente tardia (mais de um ano ou tempo de infecção desconhecido). O diagnóstico exige a exclusão de lesões de sífilis primária, secundária ou manifestações de sífilis terciária.
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