Sífilis Latente: Classificação e Implicações Clínicas

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

A sífilis é uma patologia infectocontagiosa, que causa lesões cutaneomucosas polimorfas, podendo comprometer outros tecidos, particularmente os sistemas circulatório e nervoso. Em relação à sífilis, assinalar a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A sífilis é adquirida geralmente por contato sexual, por transfusão de sangue ou transplacentária apenas no 1º trimestre de gestação.
  2. B) A sífilis secundária, também chamada de cancro duro ou protossifiloma, caracteriza-se por lesões polimorfas, como as roséolas e as sifílides.
  3. C) A sífilis latente apresenta sintomas sistêmicos como mialgia, artralgia, mal-estar e febrícula.
  4. D) A sífilis latente pode ser recente, se tiver menos de 1 ano de evolução, ou tardia, se tiver mais de 1 ano ou tempo indeterminado.

Pérola Clínica

Sífilis latente: recente (<1 ano) ou tardia (>1 ano ou tempo indeterminado).

Resumo-Chave

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, com diversas fases clínicas. A sífilis latente é caracterizada pela ausência de sinais e sintomas clínicos, sendo diagnosticada apenas por exames sorológicos. Sua classificação em recente ou tardia é crucial para determinar a duração do tratamento.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) crônica e sistêmica causada pela bactéria Treponema pallidum. Sua apresentação clínica é polimorfa e pode mimetizar diversas outras condições, o que a torna um desafio diagnóstico. A compreensão de seus estágios e formas de transmissão é crucial para o controle da doença e prevenção de complicações graves, como a sífilis congênita e neurossífilis. A doença é classicamente dividida em sífilis primária (cancro duro), sífilis secundária (lesões cutaneomucosas e sintomas sistêmicos), sífilis latente e sífilis terciária (comprometimento cardiovascular, neurológico e gomoso). A transmissão ocorre principalmente por contato sexual, mas também pode ser transplacentária (sífilis congênita) em qualquer trimestre da gestação, e raramente por transfusão sanguínea. A sífilis latente é assintomática, diagnosticada por sorologia, e sua classificação em recente (<1 ano) ou tardia/indeterminada (>1 ano) é vital para o esquema terapêutico. O diagnóstico é feito por testes treponêmicos e não treponêmicos. O tratamento de escolha em todas as fases é a penicilina benzatina, com doses e esquemas variando conforme o estágio da doença. O manejo adequado e o rastreamento em populações de risco, incluindo gestantes, são essenciais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir as sequelas a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são as características da sífilis primária?

A sífilis primária é caracterizada pelo cancro duro, uma lesão ulcerada, geralmente única, indolor, de bordas elevadas e fundo limpo, que surge no local de inoculação da bactéria, acompanhada de linfonodomegalia regional.

Como a sífilis secundária se manifesta clinicamente?

A sífilis secundária manifesta-se com lesões cutaneomucosas polimorfas, como roséolas sifilíticas (manchas eritematosas), sifílides papulosas (lesões elevadas), condiloma plano, além de sintomas sistêmicos como febre, mal-estar, mialgia, artralgia e linfonodomegalia generalizada.

Qual a importância da classificação da sífilis latente para o tratamento?

A classificação da sífilis latente em recente ou tardia é fundamental para determinar a duração do tratamento. A sífilis latente recente requer uma dose única de penicilina benzatina, enquanto a sífilis latente tardia ou de tempo indeterminado exige três doses semanais.

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