Sífilis na Gravidez: Rastreamento e Acompanhamento (VDRL vs FTA-Abs)

HRD - Hospital Rio Doce - Linhares (ES) — Prova 2020

Enunciado

Em relação às doenças na gravidez, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) Em torno de 90% das grávidas infectadas pelo Toxoplasma gondii, não apresentam sintoma e aquelas porventura sintomáticas exibem quadro clínico inespecífico.
  2. B) Na sífilis o rastreamento na gravidez é feito pelo Veneral Disease Research Laboratory (VDRL) e para o acompanhamento usa-se o teste Fluorescente Treponemal Antibody Absorption (FTA-Abs).
  3. C) Nos casos de infecção pela dengue o Protocolo de Manejo Clínico (Plano Estadual de Controle e Prevenção da Dengue da Secretaria de Atenção à Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro 2010/2011), os casos de dengue são classificados em verde (sem sinais de alarme), amarelo (com sinais de alarme) e vermelho (grave).
  4. D) As pacientes com dengue classificadas em amarelo podem apresentar sinais de alarme tais como: dor abdominal intensa, lipotimia, vômitos, sangramento espontâneo das mucosas, plaquetopenia e eritrocitose concomitantes.

Pérola Clínica

Rastreamento sífilis gestacional: VDRL. Acompanhamento: VDRL (titulação). FTA-Abs não é para acompanhamento.

Resumo-Chave

O rastreamento da sífilis na gravidez é feito pelo VDRL (ou RPR), que é um teste não treponêmico e quantitativo, útil para monitorar a resposta ao tratamento. O FTA-Abs é um teste treponêmico, qualitativo, usado para confirmar o diagnóstico, mas não para acompanhamento da resposta terapêutica, pois permanece positivo por toda a vida.

Contexto Educacional

A gravidez é um período de particular vulnerabilidade para a gestante e o feto em relação a diversas infecções. O rastreamento e manejo adequados dessas doenças são cruciais para prevenir complicações maternas e congênitas. Dentre as infecções de maior relevância, destacam-se a toxoplasmose, sífilis e dengue. A toxoplasmose na gravidez, se adquirida durante a gestação, pode levar à toxoplasmose congênita, com risco de sequelas graves para o feto. A maioria das gestantes infectadas é assintomática, o que reforça a importância do rastreamento sorológico. A dengue na gravidez exige atenção especial devido ao risco de formas graves e complicações obstétricas, sendo a classificação de risco (verde, amarelo, vermelho) fundamental para a conduta. No que tange à sífilis, o rastreamento na gravidez é mandatório e realizado com testes não treponêmicos como o VDRL ou RPR. Esses testes são quantitativos e permitem o acompanhamento da resposta ao tratamento, com a queda da titulação indicando sucesso terapêutico. Testes treponêmicos, como o FTA-Abs, são utilizados para confirmar o diagnóstico, mas não para o acompanhamento, pois permanecem reagentes por toda a vida, mesmo após a cura. A afirmação de que o FTA-Abs é usado para acompanhamento é, portanto, incorreta.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do VDRL no rastreamento e acompanhamento da sífilis na gravidez?

O VDRL é um teste não treponêmico e quantitativo, essencial para o rastreamento da sífilis em gestantes devido à sua alta sensibilidade. Sua titulação permite monitorar a resposta ao tratamento, com queda de pelo menos duas diluições indicando sucesso terapêutico.

Por que o FTA-Abs não é utilizado para o acompanhamento da sífilis na gravidez?

O FTA-Abs é um teste treponêmico e qualitativo, utilizado para confirmar o diagnóstico de sífilis. Ele permanece positivo por toda a vida, mesmo após o tratamento eficaz, não sendo útil para avaliar a resposta terapêutica ou a reinfecção.

Quais são os principais riscos da toxoplasmose e dengue na gravidez?

A toxoplasmose congênita pode causar malformações fetais graves, como hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. A dengue na gravidez pode aumentar o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e, em casos graves, hemorragias maternas e fetais, além de transmissão vertical.

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