SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica, de evolução crônica, sujeita a surtos de agudização e períodos de latência. Em relação a sífilis durante a gravidez, podemos afirmar:
Sífilis na gravidez → alto risco de transmissão vertical, RN pode ser assintomático (até 50%), e desfechos adversos (aborto/morte perinatal) em 40% dos casos não tratados.
A sífilis na gravidez é uma condição grave com alto potencial de transmissão vertical, resultando em sífilis congênita. É crucial entender que muitos recém-nascidos infectados podem ser assintomáticos ao nascimento, o que exige vigilância e tratamento adequado. A doença não tratada na gestante está associada a desfechos perinatais adversos significativos, como abortamento espontâneo e morte fetal/neonatal.
A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica causada pela bactéria *Treponema pallidum*, com grande impacto na saúde pública, especialmente quando afeta gestantes. A sífilis na gravidez representa um risco significativo para o feto e o recém-nascido, podendo levar à sífilis congênita, uma condição grave e potencialmente fatal. É fundamental que residentes compreendam a epidemiologia, diagnóstico e manejo dessa doença. A transmissão vertical da sífilis ocorre por via transplacentária, e o risco é inversamente proporcional ao tempo de infecção materna, sendo maior nas fases primária e secundária da doença. A fisiopatologia envolve a invasão do *Treponema pallidum* nos tecidos fetais, causando inflamação e danos orgânicos. O diagnóstico precoce na gestante é realizado por testes treponêmicos e não treponêmicos (VDRL/RPR), e o tratamento deve ser iniciado imediatamente. As manifestações clínicas da sífilis congênita são variadas e podem ser assintomáticas ao nascimento em até 50% dos casos, o que dificulta o diagnóstico e exige vigilância. Desfechos adversos como abortamento espontâneo, natimorto, prematuridade e morte perinatal ocorrem em cerca de 40% das gestantes infectadas não tratadas. O tratamento de escolha para sífilis na gravidez é a penicilina benzatina, sendo essencial o acompanhamento sorológico pós-tratamento para garantir a cura materna e fetal.
O risco de transmissão vertical é maior nas fases primária e secundária (70-100%), diminuindo nas fases latente precoce (40-70%) e latente tardia/terciária (cerca de 30%).
A sífilis congênita pode ser assintomática ao nascimento em até 50% dos casos, ou apresentar hepatoesplenomegalia, lesões cutâneas, rinite sifilítica, icterícia e alterações ósseas.
O tratamento adequado e oportuno da sífilis na gestante, preferencialmente com penicilina benzatina, é crucial para prevenir a transmissão vertical e os graves desfechos da sífilis congênita, incluindo aborto e morte perinatal.
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