FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Uma paciente grávida de 34 anos foi diagnosticada com sífilis no terceiro trimestre da gravidez. Ela foi tratada com penicilina benzatina de acordo com a fase clínica da doença. No entanto, seu parceiro sexual tem sífilis e não foi tratado. Sobre esse caso:I. A paciente foi tratada adequadamente para sífilis.II. O parceiro sexual não necessitaria de tratamento.III. O recém-nascido precisa ser avaliado clinicamente. Das proposições acima:
Sífilis gestacional: parceiro sexual DEVE ser tratado para evitar reinfecção e sífilis congênita. RN sempre avaliado.
O tratamento da sífilis na gestante com penicilina benzatina é adequado, mas o tratamento do parceiro sexual é essencial para evitar a reinfecção materna e, consequentemente, o risco de sífilis congênita. Além disso, todo recém-nascido de mãe com sífilis, mesmo que tratada, deve ser avaliado clinicamente e sorologicamente.
A sífilis na gravidez é uma condição grave que, se não diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar à sífilis congênita, com consequências devastadoras para o feto e o recém-nascido, incluindo aborto, natimorto, prematuridade e diversas manifestações clínicas. O tratamento de escolha para sífilis em gestantes é a penicilina benzatina, cuja dose e esquema variam conforme a fase clínica da doença. É crucial que o tratamento seja iniciado o mais precocemente possível e que o parceiro sexual também seja tratado para evitar a reinfecção da gestante, que comprometeria a eficácia do tratamento e aumentaria o risco de transmissão vertical. Mesmo com o tratamento materno adequado, todo recém-nascido de mãe com sífilis deve ser avaliado para sífilis congênita. Essa avaliação inclui exame físico detalhado, testes sorológicos (VDRL/RPR) e, dependendo dos resultados e da adequação do tratamento materno, exames complementares como hemograma, análise do líquor e radiografias de ossos longos. A conduta do recém-nascido é complexa e depende de múltiplos fatores, sendo essencial uma abordagem rigorosa para garantir o melhor prognóstico.
O tratamento de escolha para sífilis em gestantes é a penicilina benzatina, com esquema posológico que varia conforme a fase clínica da doença (primária, secundária, latente precoce ou tardia/terciária).
O tratamento do parceiro sexual é fundamental para prevenir a reinfecção da gestante, que poderia levar à falha terapêutica e ao risco de sífilis congênita no feto. O parceiro deve ser tratado simultaneamente.
Todo recém-nascido de mãe com sífilis, independentemente do tratamento materno, deve ser avaliado clinicamente, sorologicamente (VDRL/RPR) e, em alguns casos, com exames complementares como hemograma, líquor e radiografia de ossos longos, para descartar sífilis congênita.
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