HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Marina, 25 anos, gestante de 20 semanas, realiza seu primeiro pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) onde é cadastrada. Relata que ainda não fez nenhum exame durante a gestação, confessa que tem medo de agulhas. Contou que se sente bem, sempre teve boa saúde, e está sem nenhum sintoma. Tem parceiro fixo, e conta que ele teve uma lesão genital no início do relacionamento, há mais de 1 ano, que desapareceu espontaneamente. Ela nunca teve lesão ou corrimento vaginal. A enfermeira da equipe de saúde da família solicita os exames de rotina do pré-natal, incluindo o teste rápido para sífilis, que tem resultado positivo.Segundo o Protocolo da Atenção Básica Saúde: da Mulher de 2016, do Ministério da Saúde, o melhor tratamento neste caso é:
Sífilis gestacional (latente tardia/tempo indeterminado) → Penicilina benzatina 7.200.000 UI total (3 doses de 2.400.000 UI, 1x/semana) para gestante e parceiro.
A gestante apresenta teste rápido positivo para sífilis e histórico de lesão genital no parceiro há mais de um ano, sugerindo sífilis latente tardia ou de tempo indeterminado. O tratamento para sífilis na gestação é crucial para prevenir a sífilis congênita e deve ser feito com penicilina benzatina. Para sífilis latente tardia ou de tempo indeterminado, o esquema é de 3 doses de 2.400.000 UI, com intervalo de uma semana entre elas, totalizando 7.200.000 UI. O tratamento do parceiro é indispensável para evitar a reinfecção.
A sífilis gestacional é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que, quando não tratada adequadamente durante a gravidez, pode levar à sífilis congênita, uma condição grave com alto risco de morbimortalidade fetal e neonatal. O diagnóstico precoce através do teste rápido e a instituição imediata do tratamento são cruciais para a prevenção da transmissão vertical. O caso da paciente, com teste rápido positivo e histórico de lesão genital no parceiro há mais de um ano, sugere um quadro de sífilis latente tardia ou de tempo indeterminado. Nesses casos, o protocolo do Ministério da Saúde preconiza o tratamento com penicilina benzatina em um esquema de três doses de 2.400.000 UI, administradas com intervalo de uma semana, totalizando 7.200.000 UI. A penicilina benzatina é o único antibiótico que atravessa a barreira placentária em níveis treponemicidas e é eficaz na prevenção da sífilis congênita. É imperativo que o parceiro sexual também seja tratado simultaneamente com o mesmo esquema, independentemente de seus resultados sorológicos, para evitar a reinfecção da gestante e garantir a eficácia do tratamento. A recusa ou o tratamento inadequado do parceiro invalidam o tratamento da gestante, exigindo a repetição do esquema. A educação sobre a importância do tratamento e a adesão são fundamentais, mesmo diante de medos como o de agulhas, devido aos graves riscos da sífilis congênita.
O tratamento de escolha para sífilis em gestantes é a penicilina benzatina, sendo o único medicamento com eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita, independentemente do estágio da doença.
Para sífilis primária, secundária ou latente recente (<1 ano), o esquema é dose única de 2.400.000 UI de penicilina benzatina. Para sífilis latente tardia (>1 ano) ou tempo indeterminado, são 3 doses de 2.400.000 UI, com intervalo de uma semana entre elas.
O tratamento simultâneo do parceiro sexual é essencial para evitar a reinfecção da gestante e garantir a interrupção da cadeia de transmissão, protegendo a saúde da mãe e do bebê.
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