HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Gestante com sorologias de sífilis não reagentes, no início do pré-natal, retorna na 28ª semana com teste treponêmico positivo.É correto afirmar que
Sífilis gestacional: ↑ VDRL em 2 diluições pós-tratamento → retratamento.
Em gestantes com sífilis tratada, o monitoramento do VDRL é crucial. Um aumento de duas diluições (ex: de 1:4 para 1:16) após o tratamento indica falha terapêutica ou reinfecção, necessitando de retratamento imediato para prevenir a sífilis congênita. A queda do título é o esperado.
A sífilis na gestação é um grave problema de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical e desenvolvimento de sífilis congênita, que pode levar a aborto, natimorto, prematuridade e sequelas graves no recém-nascido. O rastreamento universal e o tratamento adequado durante o pré-natal são fundamentais para a prevenção. O diagnóstico baseia-se na combinação de testes treponêmicos (que permanecem positivos por toda a vida) e não treponêmicos (que refletem a atividade da doença e são usados para monitoramento). A interpretação dos testes sorológicos é crucial. Um teste treponêmico positivo em uma gestante que era não reagente no início do pré-natal indica uma infecção recente ou reinfecção. A fase da sífilis é determinada pelo título do VDRL e pela história clínica. O tratamento padrão é com benzilpenicilina benzatina, cuja dose e esquema variam conforme a fase da doença, sendo a única droga com eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita. Após o tratamento, o acompanhamento sorológico com VDRL é essencial. A queda do título em pelo menos duas diluições (ex: de 1:32 para 1:8) em 3 meses é esperada. A ausência de queda ou, mais criticamente, um aumento de duas diluições ou mais, indica falha terapêutica ou reinfecção, exigindo retratamento imediato com o esquema completo de benzilpenicilina benzatina, independentemente da fase inicial da doença, para proteger o feto.
O diagnóstico de sífilis em gestantes é feito pela combinação de um teste treponêmico (TPHA, FTA-Abs) e um teste não treponêmico (VDRL, RPR). O teste treponêmico positivo indica contato prévio, enquanto o não treponêmico avalia a atividade da doença.
O retratamento é indicado se houver aumento do título do VDRL em duas diluições, se não houver queda do título em duas diluições após 3 meses do tratamento, ou se a gestante for sexualmente exposta a parceiro não tratado ou inadequadamente tratado.
O monitoramento do VDRL é crucial para avaliar a resposta ao tratamento e identificar falha terapêutica ou reinfecção. Espera-se uma queda progressiva do título; a ausência de queda ou o aumento indicam necessidade de reavaliação e possível retratamento.
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