UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021
Gestante, assintomática, com diagnóstico de sífilis no pré-natal, foi tratada com 3 doses de 2.400.000 UI de penicilina benzatina. Foi oferecido e realizado o teste rápido para sífilis no parceiro, cujo resultado foi negativo. Nesse caso, além das orientações sobre as formas de transmissão e de prevenção da sífilis a conduta mais adequada em relação ao parceiro é:
Parceiro de gestante com sífilis tratada, mesmo com teste rápido negativo, deve ser tratado com dose única de penicilina benzatina.
Mesmo com teste rápido negativo, o parceiro sexual de uma gestante com sífilis tratada deve receber tratamento empírico com penicilina benzatina. Isso se deve à janela imunológica do teste rápido e à importância de quebrar a cadeia de transmissão e prevenir a reinfecção da gestante, protegendo o feto.
A sífilis gestacional é um grave problema de saúde pública, com potencial de causar sífilis congênita, uma condição devastadora para o recém-nascido. O manejo adequado envolve não apenas o tratamento da gestante, mas também a abordagem do parceiro sexual. A prevenção da reinfecção materna é um pilar fundamental para o sucesso do tratamento e a erradicação da sífilis congênita, sendo um tópico de alta relevância para residentes de ginecologia, obstetrícia e pediatria. Mesmo que o parceiro apresente um teste rápido para sífilis negativo, a recomendação é realizar o tratamento empírico com penicilina benzatina. Isso se justifica pela possibilidade de o parceiro estar na janela imunológica (período em que o teste ainda não detecta anticorpos) ou de ter uma sífilis latente assintomática. A penicilina benzatina é o tratamento de escolha, sendo altamente eficaz contra o Treponema pallidum. A conduta de tratar o parceiro com dose única de penicilina benzatina 2.400.000 UI visa quebrar a cadeia de transmissão, proteger a gestante de uma nova infecção e, consequentemente, prevenir a sífilis congênita. Além do tratamento medicamentoso, é crucial oferecer orientações sobre prevenção, uso de preservativos e a importância do acompanhamento. A falha em tratar o parceiro é uma das principais causas de falha terapêutica na sífilis gestacional.
O tratamento empírico do parceiro é fundamental para evitar a reinfecção da gestante e, consequentemente, a sífilis congênita. O teste rápido pode estar na janela imunológica ou o parceiro pode ter sífilis latente não detectada.
A conduta recomendada para o parceiro é uma dose única de penicilina benzatina 2.400.000 UI intramuscular, independentemente do resultado do teste rápido, se a gestante foi tratada.
A não realização do tratamento do parceiro aumenta significativamente o risco de reinfecção da gestante, o que pode levar a desfechos adversos graves para o feto, incluindo sífilis congênita, aborto e natimorto.
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