SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Uma gestante de 14 semanas realizou exame de VDRL com resultado de 1/128, sem demais alterações nos exames de primeiro trimestre.4Nessa paciente, após o tratamento, um novo exame detectou VDRL positivo sem titulação após 12 semanas, sendo repetido novo exame que apresentou resultado 1/64. Nesse contexto, qual é a conduta correta?
Aumento de 2 diluições no VDRL (ex: 1/16 → 1/64) após tratamento = Reinfecção ou Falha → Retratar.
O aumento dos títulos de VDRL em duas ou mais diluições após o tratamento adequado é indicativo de reinfecção ou falha terapêutica, exigindo novo ciclo de tratamento.
A sífilis na gestação é uma emergência de saúde pública devido ao alto risco de abortamento, óbito fetal e sequelas graves da sífilis congênita. O diagnóstico baseia-se em testes treponêmicos e não treponêmicos (VDRL). O tratamento de escolha é a Penicilina G Benzatina, sendo o único esquema considerado eficaz para tratar o feto intraútero. A resposta ao tratamento é monitorada pela queda dos títulos do VDRL. Espera-se uma queda de duas diluições em 3 a 6 meses. Um aumento de títulos, como observado no caso (de indetectável/baixo para 1/64), é um marcador inequívoco de atividade da doença, seja por reinfecção (mais comum) ou falha do tratamento inicial. Nessas situações, o retratamento imediato é mandatório para minimizar os riscos neonatais.
Define-se falha terapêutica ou reinfecção quando há ausência de queda dos títulos de VDRL em duas diluições após 6 meses (sífilis recente) ou 12 meses (sífilis tardia), ou quando ocorre um aumento de títulos em duas ou mais diluições (ex: de 1/16 para 1/64). Na gestante, devido ao risco de transmissão vertical, qualquer aumento significativo ou ausência de queda adequada exige intervenção imediata.
Após o tratamento da sífilis na gestação, o monitoramento com testes não treponêmicos (VDRL) deve ser realizado mensalmente até o parto. O objetivo é garantir que o tratamento foi eficaz e detectar precocemente possíveis reinfecções, visando a proteção do feto contra a sífilis congênita.
O parceiro sexual deve ser avaliado e tratado simultaneamente com a gestante, preferencialmente na mesma consulta. O tratamento do parceiro é crucial para evitar a reinfecção da gestante. Mesmo com testes negativos, se o contato ocorreu nos últimos 90 dias, o tratamento empírico para sífilis primária é recomendado pelo Ministério da Saúde.
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