USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Gestante G3P1A1, 27 anos, 16 semanas de gravidez, veio encaminhada de unidade básica por diagnóstico de sífilis. Referia inicio recente de uma nova parceria sexual e história de que há dois meses apresentou lesão genital única, ulcerada e indolor (pequeno lábio), a qual desapareceu sem tratamento. Há duas semanas iniciou o pré- natal, verificando-se que a quimioluminescência para sífilis era positiva e o Rapid Plasm Reagin (RPR) era de 1;128. Demais exames da rotina laboratorial pré-natal sem alterações. Ela e o parceiro foram tratados corretamente com penicilina benzatina e receberam todas as orientações para evitar novas infecções. Qual é a dinâmica prevista para a redução dos anticorpos reagínicos da sífilis no controle deste tratamento?
Sífilis tratada: queda de ≥ 2 diluições do RPR/VDRL em 3 meses (90 dias) indica cura.
Após o tratamento adequado da sífilis, espera-se uma queda significativa na titulação dos testes reagínicos (RPR ou VDRL). Uma redução de pelo menos duas diluições (ex: de 1:128 para 1:32) em até 90 dias é considerada um critério de cura ou resposta satisfatória ao tratamento.
A sífilis gestacional é uma condição de saúde pública grave, com potencial para causar sífilis congênita e desfechos adversos para o feto. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gestante e de seu parceiro são fundamentais para prevenir essas complicações. A penicilina benzatina é o tratamento de escolha para todas as fases da sífilis. Após o tratamento, o monitoramento da resposta sorológica é realizado através de testes reagínicos, como o RPR (Rapid Plasma Reagin) ou VDRL (Venereal Disease Research Laboratory). A titulação desses testes reflete a atividade da doença. A expectativa é que, com o tratamento eficaz, haja uma queda progressiva nos títulos. O critério de cura sorológica para a sífilis é uma queda de pelo menos duas diluições na titulação do RPR ou VDRL em até 90 dias (3 meses) após o tratamento. A ausência dessa queda ou um aumento dos títulos pode indicar falha terapêutica ou reinfecção, exigindo reavaliação e, possivelmente, retratamento. O acompanhamento deve ser rigoroso, especialmente em gestantes, para assegurar a saúde materno-fetal.
Uma queda de duas diluições significa que o título do RPR diminuiu por um fator de quatro (ex: de 1:128 para 1:32, ou de 1:64 para 1:16), indicando uma resposta sorológica satisfatória ao tratamento.
O monitoramento do RPR é crucial para avaliar a resposta ao tratamento, identificar falha terapêutica (quando o título não cai ou aumenta) e diagnosticar reinfecções, especialmente em gestantes, para garantir a prevenção da sífilis congênita.
A falha terapêutica é considerada quando o título do RPR não diminui em pelo menos duas diluições em 6 a 12 meses após o tratamento, ou quando há um aumento de pelo menos duas diluições, sugerindo reinfecção.
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