AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
Uma gestante de 33 anos, secundigesta, com 28 semanas de gestação, procedente de uma cidade do interior da Venezuela, inicia o pré-natal tardiamente. Fez somente uma consulta em sua cidade e depois emigrou para a região Norte do Brasil, onde ficou em albergue para refugiados, sem acesso a serviços de saúde regularmente. Foi solicitada a rotina laboratorial do terceiro trimestre, apresentando todos os exames dentro dos limites da normalidade, à exceção do VDRL que estava 1: 64. A paciente nega ter recebido penicilina benzatina previamente. Neste caso, qual é a conduta mais adequada?
Sífilis latente tardia/duração desconhecida em gestante (VDRL 1:64) → Penicilina G benzatina 2.4 milhões UI IM, 3 doses semanais.
O tratamento da sífilis na gestação é crucial para prevenir a sífilis congênita. Para sífilis latente tardia ou de duração desconhecida, a conduta padrão é a administração de Penicilina G benzatina em três doses semanais, 2,4 milhões de unidades cada, via intramuscular.
A sífilis gestacional representa um grave problema de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical e desenvolvimento de sífilis congênita, uma doença com alta morbimortalidade. O pré-natal é a principal ferramenta para o diagnóstico precoce e tratamento adequado, sendo crucial a triagem sorológica em todas as gestantes. A fisiopatologia da sífilis na gestação envolve a infecção da placenta e a transmissão do Treponema pallidum para o feto. O diagnóstico é confirmado por testes sorológicos, sendo o VDRL 1:64 um título elevado que, na ausência de tratamento prévio e com duração desconhecida, classifica a sífilis como latente tardia. A conduta terapêutica deve ser iniciada imediatamente para evitar danos fetais. O tratamento de escolha é a Penicilina G benzatina, que atravessa a barreira placentária e é eficaz contra o Treponema pallidum. Para sífilis latente tardia ou de duração desconhecida, o esquema de três doses semanais é mandatório. O prognóstico materno e fetal melhora significativamente com o tratamento adequado, mas é essencial o acompanhamento pós-tratamento com VDRL para avaliar a queda dos títulos.
O esquema recomendado é Penicilina G benzatina 2,4 milhões de unidades, via intramuscular, administrada semanalmente por três semanas consecutivas, totalizando três doses.
O tratamento adequado e oportuno é fundamental para prevenir a transmissão vertical da sífilis para o feto, que pode resultar em sífilis congênita, uma condição grave com múltiplas complicações e sequelas.
O diagnóstico é feito através de testes treponêmicos (como o teste rápido) e não treponêmicos (como o VDRL ou RPR). O VDRL quantitativo é essencial para monitorar a resposta ao tratamento.
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