Sífilis Gestacional: Ética e Quebra de Sigilo Médico

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2020

Enunciado

Karina, 26 anos, primigesta, vem para segunda consulta de pré-natal, com 10 semanas e 2 dias pela data da última menstruação. Ela traz os exames solicitados na primeira consulta. Cláudio, seu médico, identifica que o teste treponêmico está reagente e o teste não treponêmico é de 1:32. Ao comunicar o resultado para Karina, ela começa a chorar. Ela conta que há uns 2 meses encontrou um ex-namorado em um evento do trabalho e eles tiveram uma relação. Diz que não sabe se o filho é dele ou do marido. Ela ama o esposo, aceita se tratar, mas não quer que ele saiba. Não imagina como seria perdê-lo durante a gravidez e ter que criar o filho sozinha. Cláudio relembra em sua mente certa vez que consultou Marcos, esposo de Karina, e ele estava com uretrite. Na época, apesar de sugerir que ele utilizasse preservativo nas relações, ele se mostrou relutante a essa orientação. Diante do pedido de Karina, a conduta inicial adequada do médico Cláudio seria:

Alternativas

  1. A) tentar persuadir Karina, empaticamente, para chamar Marcos e contar sobre o diagnóstico, mas se ela não ceder, respeitar sua vontade
  2. B) buscar, empaticamente, convencer e explicitar o motivo de ser necessário chamar Marcos e que, mesmo que ela não aceite, terá que fazê-lo
  3. C) considerar o princípio ético da autonomia e que não se pode quebrar o sigilo médico, concordando com o pedido de Karina
  4. D) respeitar Karina na sua escolha de não chamar Marcos, mas comunicar, mesmo sem seu consentimento e sem avisá-la, o Conselho Tutelar

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