INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Uma gestante com 18 anos de idade e 32 semanas de gestação realizou tratamento com penicilina benzatina para sífilis no final do primeiro trimestre de gestação. Desde então, não compareceu às consultas de pré-natal porque ficou isolada em casa devido à pandemia da COVID-19. A paciente, então, retorna com resultado de exames mostrando VDRL com aumento de duas diluições em relação ao título anterior. Nesse caso, a conduta apropriada é
Sífilis gestacional → aumento de 2 diluições VDRL pós-tratamento = retratar com penicilina benzatina.
Um aumento de duas diluições no VDRL após o tratamento inicial da sífilis na gestação indica falha terapêutica ou reinfecção. Nesses casos, o retratamento com penicilina benzatina é mandatório para prevenir a sífilis congênita, independentemente da idade gestacional.
A sífilis na gestação é um grave problema de saúde pública, com potencial de transmissão vertical e desenvolvimento de sífilis congênita, que pode causar morbimortalidade fetal e neonatal significativa. O diagnóstico e tratamento adequados durante o pré-natal são cruciais para prevenir essa condição. O tratamento de escolha para sífilis em gestantes é a penicilina benzatina, sendo o único fármaco com eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita. Após o tratamento, é fundamental monitorar a resposta sorológica com VDRL. Um aumento de duas diluições no título do VDRL (ex: de 1:4 para 1:16) é um critério para falha terapêutica ou reinfecção. Diante de um aumento de duas diluições, o retratamento com penicilina benzatina é mandatório, independentemente da idade gestacional ou do tratamento prévio. Não há tempo para investigar a causa (falha ou reinfecção) devido ao risco fetal. A conduta deve ser rápida e eficaz para proteger o feto.
Um aumento de duas diluições (ex: de 1:4 para 1:16) indica falha terapêutica ou reinfecção, exigindo retratamento imediato.
A penicilina benzatina é o único tratamento comprovadamente eficaz para prevenir a sífilis congênita, sendo a droga de escolha em todas as fases da gestação.
A falta de tratamento ou tratamento inadequado pode levar à sífilis congênita, resultando em aborto espontâneo, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e diversas manifestações clínicas graves no recém-nascido.
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