INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Durante o pré-natal de uma primigesta com 18 semanas, o médico da unidade básica de saúde teve acesso ao resultado do VDRL, com titulação de 1:4. A paciente não recordava ter sido diagnosticada com sífilis nem ter feito tratamento contra essa doença.Com base nesse resultado de exame VDRL durante o pré-natal e nos dados da entrevista clínica, assinale a opção correta.
Gestante com VDRL reagente (qualquer titulação) sem tratamento prévio documentado → tratar sífilis com Penicilina G Benzatina.
Em gestantes, qualquer titulação de VDRL reagente, sem história de tratamento adequado e documentado, ou com parceiro não tratado, indica tratamento imediato para sífilis. O objetivo é prevenir a sífilis congênita, que pode ter consequências graves para o feto.
A sífilis gestacional é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida da mãe para o feto durante a gravidez. Sua importância clínica reside no alto risco de sífilis congênita, que pode levar a aborto, natimorto, prematuridade e uma série de manifestações clínicas graves no recém-nascido, como lesões ósseas, hepatoesplenomegalia, anemia e alterações neurológicas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para a prevenção. O diagnóstico é feito principalmente por testes não treponêmicos (VDRL, RPR) e treponêmicos (FTA-Abs, TP-HA). O VDRL, apesar de não ser específico, é útil para monitorar a atividade da doença e a resposta ao tratamento. Em gestantes, qualquer título reagente de VDRL, mesmo que baixo (como 1:4), sem tratamento prévio documentado ou com parceiro não tratado, exige tratamento imediato. A fisiopatologia envolve a passagem transplacentária do Treponema pallidum, que pode ocorrer em qualquer fase da gestação, mas é mais comum no segundo e terceiro trimestres. O tratamento de escolha para sífilis gestacional é a penicilina G benzatina, administrada por via intramuscular. A dosagem e o esquema variam conforme o estágio da sífilis (primária, secundária, latente precoce ou tardia, ou indeterminada). Para sífilis latente tardia ou de duração indeterminada, o esquema é de 2,4 milhões de unidades IM, semanalmente, por 3 semanas. Após o tratamento, é fundamental o acompanhamento com VDRL seriado para monitorar a queda da titulação, indicando a cura. A não queda ou aumento da titulação pode indicar falha terapêutica ou reinfecção.
Em gestantes, qualquer titulação de VDRL reagente, sem tratamento prévio adequado e documentado, ou com parceiro não tratado, exige tratamento imediato para sífilis, independentemente do título.
A penicilina G benzatina é o único antibiótico com eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita, pois atravessa a barreira placentária e atinge concentrações treponemicidas no feto.
A sífilis não tratada na gestação pode levar a aborto espontâneo, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e sífilis congênita, com manifestações graves no recém-nascido.
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