HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Mulher de 28 anos foi diagnosticada com sifilis durante o pré-natal de sua primeira gravidez. A conduta mais adequada para o tratamento da sifilis em gestantes e a prevenção de complicações no bebê é
Sífilis gestacional → Penicilina benzatina imediata para gestante e parceiro para prevenir sífilis congênita.
O tratamento da sífilis em gestantes é crucial e deve ser iniciado imediatamente com penicilina benzatina, independentemente do trimestre gestacional, para prevenir a sífilis congênita, uma condição grave para o feto. O tratamento do parceiro é igualmente essencial para evitar a reinfecção.
A sífilis gestacional é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidum, com alta prevalência no Brasil e que representa um grave problema de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical e suas consequências devastadoras para o feto. O diagnóstico precoce durante o pré-natal é crucial para a intervenção oportuna e eficaz. A fisiopatologia da sífilis congênita envolve a passagem do Treponema pallidum através da placenta, infectando o feto. O risco de transmissão vertical é maior nas fases primária e secundária da doença materna, mas pode ocorrer em qualquer estágio. O diagnóstico é feito por testes treponêmicos e não treponêmicos, sendo o VDRL o mais utilizado para rastreamento e monitoramento. O tratamento da sífilis em gestantes e seus parceiros é um pilar fundamental da atenção pré-natal. A penicilina benzatina é o único medicamento com eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita, devendo ser administrada imediatamente após o diagnóstico, com doses ajustadas conforme o estágio da doença materna. O seguimento rigoroso com testes sorológicos é indispensável para avaliar a resposta ao tratamento e garantir a cura.
A penicilina benzatina é o tratamento de escolha para sífilis em gestantes, sendo eficaz e seguro em qualquer trimestre da gravidez para prevenir a sífilis congênita.
O tratamento do parceiro é fundamental para evitar a reinfecção da gestante e garantir a interrupção da cadeia de transmissão, protegendo a saúde materna e fetal.
A sífilis congênita pode causar aborto, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e diversas manifestações clínicas no recém-nascido, como lesões cutâneas, hepatoesplenomegalia e alterações ósseas.
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