UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) podem causar complicações obstétricas e neonatais acarretando aumento da morbimortalidade materno-infantil. Em relação às IST na gestação avalie as afirmações abaixo: I - Em gestantes HIV positivo a terapia antirretroviral iniciada durante o trabalho de parto deve ser mantida após o parto (puerpério), independentemente da contagem de linfócitos T CD4+ e dos sinais e sintomas clínicos da mulher. II - As gestantes com testes rápidos positivos para sífilis deverão ser consideradas como portadoras de sífilis até prova em contrário. Na ausência de tratamento adequado recente e documentado, deverão ser tratadas no momento da consulta. III - A infecção por Chlamydia trachomatis na gravidez está associada a complicações como parto prematuro e endometrite pós parto. O seu diagnóstico é feito pela cultura em meio de Thayer Martin visto que grande número de pacientes são assintomáticas. É correto o que se afirma em:
Sífilis gestacional: teste rápido positivo → considerar sífilis, tratar imediatamente se ausência de tratamento adequado recente.
Em gestantes, um teste rápido positivo para sífilis deve ser prontamente valorizado, e o tratamento deve ser iniciado na mesma consulta, caso não haja documentação de tratamento adequado recente, para prevenir a sífilis congênita.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) representam um grave problema de saúde pública, especialmente durante a gestação, devido ao risco de complicações obstétricas e neonatais, que podem aumentar significativamente a morbimortalidade materno-infantil. O rastreamento e tratamento adequados são fundamentais para garantir a saúde da mãe e do bebê. A sífilis gestacional é uma das ISTs mais importantes, pois a transmissão vertical pode resultar em sífilis congênita, com consequências devastadoras para o feto e o recém-nascido. O diagnóstico precoce, muitas vezes por testes rápidos, e o tratamento imediato com penicilina são cruciais. A infecção por HIV na gestação exige terapia antirretroviral (TARV) para reduzir a carga viral materna e prevenir a transmissão vertical, sendo a manutenção da TARV pós-parto guiada pela condição clínica da mulher. A Chlamydia trachomatis, embora frequentemente assintomática, pode causar parto prematuro e endometrite pós-parto, sendo seu diagnóstico realizado por testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT), e não por cultura em meio de Thayer Martin, que é para Neisseria gonorrhoeae. É imperativo que os profissionais de saúde estejam atualizados sobre as diretrizes de rastreamento, diagnóstico e tratamento das ISTs na gestação. A educação das gestantes sobre prevenção e a importância do pré-natal completo são medidas essenciais para reduzir a incidência e as complicações dessas infecções, garantindo um desfecho gestacional mais seguro.
Em gestantes, um teste rápido de sífilis positivo deve ser considerado como sífilis até prova em contrário. O tratamento deve ser iniciado imediatamente na mesma consulta, se não houver documentação de tratamento adequado e recente, para prevenir a sífilis congênita.
A infecção por Chlamydia trachomatis na gravidez está associada a complicações como parto prematuro, ruptura prematura de membranas, baixo peso ao nascer e endometrite pós-parto. No neonato, pode causar conjuntivite e pneumonia.
Gestantes HIV positivo devem manter a terapia antirretroviral (TARV) após o parto. No entanto, a decisão de manter ou modificar o esquema é individualizada, baseada na contagem de linfócitos T CD4+, carga viral e condição clínica da mulher, não sendo independente desses fatores.
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