CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Paula, 19 anos, está na 21ª. semana de gravidez e compareceu à consulta médica na UBS. Encontrava-se assintomática e trazia consigo resultados de exames. O VDRL apresentado tinha resultado 1:4, sendo encaminhada para realizar teste rápido para sífilis o qual foi reagente. Relatou que nunca percebeu nenhuma úlcera genital nem sequer realizou tratamento com antibiótico. Refere que o marido não tem queixas.Sobre o caso, uma conduta CORRETA é:
Sífilis na gestação: sempre tratar com Penicilina G benzatina. Se duração incerta, tratar como sífilis latente tardia (3 doses semanais). Parceiro deve ser testado e tratado.
Em gestantes com sífilis, mesmo com títulos baixos de VDRL e sem história de tratamento prévio, o tratamento é mandatório para prevenir a sífilis congênita. A escolha do esquema terapêutico depende da classificação da sífilis, sendo a sífilis latente tardia ou de tempo indeterminado tratada com 3 doses semanais de penicilina G benzatina.
A sífilis gestacional representa um grave problema de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical e desenvolvimento da sífilis congênita, uma doença com alta morbimortalidade. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gestante e de seus parceiros sexuais são as principais estratégias para a prevenção dessa condição. A vigilância durante o pré-natal, com a realização de testes treponêmicos e não treponêmicos (VDRL), é fundamental para a identificação dos casos. Uma vez diagnosticada a sífilis na gestação, o tratamento com penicilina G benzatina é o único eficaz para prevenir a sífilis congênita. A dosagem e a duração do tratamento dependem da classificação clínica da sífilis. Em casos de sífilis latente tardia ou de tempo indeterminado, como frequentemente ocorre quando a paciente não tem história de lesões ou tratamento prévio, o esquema de três doses semanais é o recomendado. O acompanhamento sorológico mensal com VDRL após o tratamento é essencial para avaliar a resposta terapêutica. É imperativo que todos os parceiros sexuais da gestante sejam testados e tratados simultaneamente para evitar a reinfecção. A falha em tratar o parceiro é uma das principais causas de retratamento da gestante e persistência do risco de sífilis congênita. Residentes devem estar aptos a identificar, classificar e tratar corretamente a sífilis na gestação, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde, para garantir a saúde materno-infantil.
A conduta inicial é classificar a sífilis (primária, secundária, latente recente, latente tardia ou de tempo indeterminado) e iniciar o tratamento com penicilina G benzatina. Se a duração da infecção for incerta, deve-se tratar como sífilis latente tardia.
É crucial tratar a sífilis na gestação para prevenir a sífilis congênita, uma condição grave que pode causar aborto, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e diversas sequelas no recém-nascido, independentemente do título do VDRL.
O esquema de tratamento para sífilis latente tardia ou de tempo indeterminado em gestantes é penicilina G benzatina, 2.400.000 UI, via intramuscular, administrada em três doses, com intervalo de uma semana entre cada dose.
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