INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Mulher com 20 semanas de gestação foi diagnosticada com sífilis, sendo ela e o parceiro adequadamente tratados com penicilina benzatina.Depois de terminado o tratamento inicial, o controle mensal de cura dessa paciente, na Atenção Primária à Saúde, exige seguimento com
Sífilis gestacional tratada → Controle de cura mensal com VDRL.
O controle de cura da sífilis na gestação é realizado mensalmente com testes não treponêmicos (VDRL ou RPR), pois seus títulos refletem a atividade da doença e a resposta ao tratamento. Uma queda de pelo menos 2 diluições (ex: 1:32 para 1:8) é indicativa de cura.
A sífilis na gestação é uma condição de saúde pública de grande relevância devido ao risco de transmissão vertical e desenvolvimento de sífilis congênita, uma doença grave com potenciais sequelas irreversíveis para o feto e o recém-nascido. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gestante e de seu parceiro são cruciais para a prevenção. Após o diagnóstico e tratamento da sífilis com penicilina benzatina, o controle de cura é um passo essencial no acompanhamento da gestante na Atenção Primária à Saúde. Para esse monitoramento, são utilizados os testes não treponêmicos, como o VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) ou RPR (Rapid Plasma Reagin). Esses testes quantificam a presença de anticorpos anticardiolipina, cujos títulos refletem a atividade da doença e diminuem com o tratamento eficaz. O seguimento recomendado é mensal, com a realização do VDRL. Uma resposta terapêutica adequada é caracterizada por uma queda de pelo menos duas diluições nos títulos do VDRL em até três meses após o tratamento. É importante ressaltar que os testes treponêmicos (como TPHA e FTA-ABS) não são utilizados para controle de cura, pois permanecem reagentes por toda a vida, mesmo após a erradicação da infecção, indicando apenas contato prévio com a bactéria.
O tratamento adequado e simultâneo do parceiro sexual é fundamental para evitar a reinfecção da gestante e garantir a interrupção da cadeia de transmissão, prevenindo a sífilis congênita.
A cura é indicada por uma queda de pelo menos duas diluições nos títulos do VDRL (ou RPR) em 3 meses após o tratamento, ou estabilização em títulos baixos (ex: 1:1, 1:2) após 6 meses.
A sífilis não tratada na gestação pode levar a aborto espontâneo, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e sífilis congênita, com graves sequelas para o recém-nascido, incluindo malformações e óbito.
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