HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Jéssica, 26 anos, gestante de 14 semanas vem para ver resultados de exames de primeiro trimestre de gestação. Está assintomática. Em seu exame para sorologia de sífilis encontramos quimiluminescência positiva, RPR (Rapid Plasma Reagin) de 1/4. Nega tratamentos prévios. Tem um parceiro sexual fixo atual. Marque a alternativa que contenha a conduta adequada para o caso, segundo o protocolo Mãe Curitibana 2024:
Sífilis gestacional RPR 1/4 + treponêmico positivo S/TTO prévio → Penicilina G benzatina 2,4 MUI/semana por 3 semanas.
A sífilis na gestação exige tratamento imediato e adequado para prevenir a sífilis congênita. Um RPR de 1/4, mesmo baixo, em gestante sem tratamento prévio e com teste treponêmico positivo, indica infecção ativa e necessita de tratamento completo, geralmente por 3 semanas se a duração for desconhecida ou tardia.
A sífilis gestacional é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, com graves consequências para o feto, incluindo sífilis congênita, aborto espontâneo, natimorto e prematuridade. A triagem universal para sífilis é parte essencial do pré-natal, sendo realizada no primeiro trimestre, no terceiro trimestre e no momento do parto, para garantir a detecção precoce e o tratamento oportuno. O diagnóstico baseia-se na combinação de testes treponêmicos (que detectam anticorpos específicos, permanecendo positivos por toda a vida) e não treponêmicos (que detectam anticorpos contra lipídios liberados por células danificadas, cujos títulos refletem a atividade da doença). Um teste treponêmico positivo com um teste não treponêmico reagente, sem história de tratamento prévio adequado, confirma a sífilis ativa. A classificação da sífilis (primária, secundária, latente precoce ou tardia/duração ignorada) é crucial para definir o esquema terapêutico. O tratamento de escolha para sífilis em gestantes é a Penicilina G benzatina, sendo a única droga com eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita. A dose e a duração variam conforme a classificação clínica: sífilis primária, secundária ou latente precoce requer dose única de 2,4 milhões UI, enquanto sífilis latente tardia ou de duração ignorada exige 2,4 milhões UI por semana, durante 3 semanas. É imperativo tratar o parceiro sexual simultaneamente para evitar reinfecção e monitorar a resposta ao tratamento com VDRL mensal.
O diagnóstico da sífilis na gestação envolve um teste treponêmico (como quimiluminescência ou FTA-Abs) e um teste não treponêmico (como RPR ou VDRL). Ambos são necessários para confirmar a infecção ativa.
Em gestante assintomática com teste treponêmico positivo e RPR baixo (ex: 1/4), sem tratamento prévio, a conduta é tratar a sífilis. A duração do tratamento (1 ou 3 semanas) depende da classificação da sífilis (primária, secundária, latente precoce ou latente tardia/duração ignorada).
O tratamento do parceiro sexual é fundamental para evitar a reinfecção da gestante e interromper a cadeia de transmissão. A não adesão ao tratamento do parceiro é uma das principais causas de falha terapêutica na gestante.
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