UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Gestante, 23 anos, G4A1P2, com 28 semanas de gestação chega à Unidade, após mudança de domicílio, para dar seguimento ao pré-natal. Apresenta VDRL 1:32 e exame físico, ginecológico e obstétrico sem alterações. No tratamento e acompanhamento dessa paciente, a conduta deve ser:
Sífilis gestacional (VDRL 1:32) → Tratar com Penicilina benzatina e controle mensal do VDRL até o parto.
Uma gestante com VDRL 1:32 sem alterações clínicas sugere sífilis latente. O tratamento é crucial para prevenir a sífilis congênita, e o acompanhamento mensal do VDRL é essencial para monitorar a resposta terapêutica e garantir a cura, protegendo o feto.
A sífilis gestacional é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidum, que, se não tratada adequadamente, pode ser transmitida verticalmente ao feto, resultando em sífilis congênita. A triagem sorológica com VDRL (ou RPR) é parte essencial do pré-natal, e um título de 1:32, mesmo sem sintomas, indica uma infecção ativa que requer tratamento. O tratamento de escolha para sífilis em gestantes, independentemente do estágio da doença, é a penicilina benzatina, devido à sua eficácia comprovada e à capacidade de atravessar a barreira placentária, tratando tanto a mãe quanto o feto. A dosagem e o esquema variam conforme o estágio da sífilis (primária, secundária, latente precoce ou tardia), mas a adesão rigorosa é vital. Após o tratamento, o acompanhamento é crucial. O VDRL deve ser monitorado mensalmente até o parto para avaliar a resposta terapêutica. Uma queda de pelo menos duas diluições no título em três meses ou quatro diluições em seis meses é considerada critério de cura sorológica. A falha terapêutica ou a reinfecção exigem retratamento. A sífilis congênita é uma condição evitável, e a atenção ao pré-natal e ao tratamento adequado são pilares para a saúde materno-infantil.
A conduta inicial para uma gestante com VDRL positivo é confirmar o diagnóstico com um teste treponêmico e, se confirmado, iniciar o tratamento com penicilina benzatina, ajustando a dose e o esquema conforme o estágio da sífilis.
O controle de cura da sífilis na gestação é realizado com acompanhamento mensal do VDRL até o final da gestação. Espera-se uma queda de pelo menos duas diluições em três meses ou quatro diluições em seis meses.
O tratamento adequado da sífilis na gestação é fundamental para prevenir a sífilis congênita, uma condição grave que pode causar aborto, natimorto, prematuridade e diversas sequelas no recém-nascido.
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